Cineastas se revoltam após Netflix anunciar compra da Warner Bros: entenda
De atores a cineastas renomados de Hollywood, compra da Warner Bros. pela Netflix acendeu um alerta vermelho no mundo do entretenimento
O mundo do entretenimento virou de ponta-cabeça após a Netflix confirmar que vai comprar a Warner Bros., dona de um dos estúdios de cinema mais importantes de Hollywood. A notícia animou fãs, mas levou atores e cineastas a temerem o pior e fazerem críticas contra a aquisição.
Isso se deve principalmente ao fato do diretor-executivo da Netflix, Ted Sarandos, já ter feito declarações contra o lançamento de filmes nos cinemas, dizendo que a prática é “datada” e “ultrapassada”.
A opinião, claro, gerou revolta principalmente entre os cineastas mais apaixonados, que defendem a experiência de ir a uma sala de cinema. Kleber Mendonça Filho, por exemplo, diretor de O Agente Secreto, já deixou claro o que achou da declaração.
“Se as salas de cinema começarem a fechar, meu filme será exibido exclusivamente nas que irão permanecer e nos países que defenderem frontalmente a experiência de ir ao cinema”, declarou em uma publicação no X.
James Cameron, diretor de dois dos maiores sucessos de bilheteria da história, Titanic e Avatar, criticou a fusão entre Netflix e Warner antes mesmo de o negócio ser confirmado. Para ele, a operação representa “um desastre”.
“A Netflix seria um desastre. Desculpe, Ted (Sarandos), mas poxa. Ele já declarou publicamente que os filmes exibidos nos cinemas estão mortos”, afirmou Cameron no podcast The Town.
A Directors Guild of America (DGA) — presidida por Christopher Nolan e responsável por representar mais de 19 mil profissionais de direção — foi a primeira entidade a se posicionar contra a aquisição.
“Uma indústria vibrante e competitiva, que estimule a criatividade e promova disputa real por talentos, é essencial para proteger as carreiras e os direitos criativos dos diretores e suas equipes”, disse a guilda ao The Hollywood Reporter.
A Writers Guild of America (WGA), sindicato dos roteiristas, também defendeu que a operação seja barrada, citando o impacto sobre o mercado e o histórico do estúdio, dono de clássicos como Casablanca e O Mágico de Oz.
“Essa fusão deve ser bloqueada. A maior empresa de streaming do mundo absorvendo uma de suas principais concorrentes é exatamente o tipo de situação que as leis antitruste buscam impedir”, declarou em comunicado.
A reação negativa também se refletiu no mercado financeiro. Horas após o anúncio, as ações da Netflix negociadas na Nasdaq — bolsa que concentra companhias de tecnologia — caíram quase 3%.
Entenda a proposta
Depois de superar as propostas de outras gigantes do entretenimento, como Paramount Skydance e Comcast, que queriam apenas partes da companhia, a Netflix confirmou nesta sexta-feira (5/12) a compra de toda a Warner Bros. Discovery.
De acordo com as principais agências internacionais de notícias, a Netflix está prestes a ser dona dos estúdios de TV e cinema e da divisão de streaming da Warner. O valor negociona ultrapassaria a marca de R$ 800 bilhões (US$ 155 bilhões).
Caso a compra seja aprovada, a Netflix não será dona apenas de uma das maiores concorrentes no setor de streaming, a HBO Max, mas também dos estúdios de cinema da Warner Bros. – e do valiosíssimo acervo histórico de quase 100 anos de produções cinematográficas.
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