Nobre: tenho vergonha de emprestar dinheiro
Paulo Nobre não nega que tenha tirado dinheiro do seu próprio bolso para emprestar ao Palmeiras.
Quando ainda era candidato a presidência do clube ele tinha dito que não faria isso, o que o faz hoje sentir vergonha de seu ato. Apesar disso, o mandatário diz que o Verdão não tinha outra saída.
“Era um compromisso meu de campanha não colocar dinheiro do meu bolso no clube e se isso aconteceu é porque não existia outra possibilidade. Eu me envergonho de ter ajudado o Palmeiras assim. O clube tinha que andar com as próprias pernas, mas acho que isso foi feito para isso fosse possível a médio prazo”, disse Nobre em entrevista ao programa Esporte em Debate, da Rádio Bandeirantes.
Nobre não revelou a quantia que desembolsou para ajudar o clube que comanda, mas disse que o valor é alto e que não está muito distante do que a mídia vem falando (especula-se algo em torno de R$ 100 milhões), e que tudo foi pensando em prol do Palmeiras, que não conseguiria um negócio desse de outra maneira.
“Tenho certeza que o Palmeiras não conseguiria arrecadar essa quantia de outra maneira, pois poderia acabar se tornando uma dívida impagável, principalmente se fosse levantado em bancos. Em primeiro lugar, porque o clube não tinha como dar garantias para esse valor, em segundo lugar porque nenhum banco iria dar esse dinheiro a médio longo prazo, ia ser a curto prazo. Então tenho certeza que a maneira que foi feito o negócio foi muito bom”, garantiu.
O presidente explicou como o Palmeiras iria pagar o seu empréstimo e considerou que esse foi um negócio que nem “um pai faria pro seu filho”. O Palmeiras terá até 20 anos para pagar Nobre de volta e não poderá comprometer mais do que 10% de sua receita anual.
“O Palmeiras vai me devolver o dinheiro entre dez e 15 anos. É uma coisa que nunca foi feita. O clube não vai poder comprometer nunca mais do que 10% de sua receita. Se acontecer em um ano que o valor do pagamento supere os 10%, o clube paga apenas 10% e a dívida continuará a ser paga no próximo ano, por isso o prazo não é certo. O Palmeiras captou dinheiro assim da mesma maneira que os bancos captam. O que foi feito é muito mais do que de pai para filho”, explicou.
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