CT do Goiás é invadido, tem objetos quebrados e zagueiro Bruno Aguiar é agredido
O zagueiro Bruno Aguiar, que foi agredido pelos invasores, levou 11 pontos na boca. Segundo a assessoria, após ser atendido no hospital, o zagueiro foi até a Central de Flagrantes da Polícia Civil, onde registrou a agressão. Ele foi submetido a um exame de corpo de delito e retornou para casa. Fotos feitas depois das agressões mostram os ferimentos nos lábios do jogador e o carro do zagueiro com os vidros quebrados.
O caso aconteceu na tarde do sábado, quando cerca de 50 torcedores invadiram o CT da equipe no Parque Anhanguera. Integrantes da Força Jovem, principal torcida organizada do clube, eles entraram em confronto com o zagueiro, que, lesionado, fazia sessão de fisioterapia. Ele era o único jogador presente no local.
Além de agredir o atleta, o grupo vandalizou o local, quebrando objetos, instalações dos vestiários e equipamentos do departamento médico. Segundo informações da assessoria de imprensa do Goiás, os torcedores conseguiram entrar pelos fundos do centro de treinamento e, posteriormente, chegaram à parte destinada ao futebol.
A invasão dos vândalos teve como motivo a má campanha do clube da Série B. O Goiás vive uma de suas piores crises na história e corre risco do rebaixamento à Série C. O time esmeraldino é 15º colocado com 25 pontos. Tal situação já provocou a renúncia do presidente Sergio Rassi. O vice Marcelo Almeida assumiu, demitiu o técnico Argel Fucks e efetivou Sílvio Criciúma no cargo.
Após o ocorrido, o Goiás divulgou uma nota de repúdio:
O Goiás Esporte Clube repudia de maneira veemente os criminosos atos de vandalismo cometidos no Centro de Treinamento Edmo Pinheiro na tarde deste sábado, 26. Além do patrimônio depredado no vestiário, academia, departamento médico e de fisiologia, profissionais esmeraldinos, cidadãos honrados, foram agredidos covardemente física e verbalmente. Diretoria, comissão técnica e atletas reafirmam sua hombridade e respeito para com a instituição alviverde, garantindo empenho irrestrito durante suas atividades profissionais. O Goiás salienta que não reconhece neste grupo de vândalos os valores de sua imensa torcida, que jamais cometeria atos de barbárie como os que foram vistos no CT Edmo Pinheiro.
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