Economia
Preço de celulares tem queda mais forte em 4 anos
Segundo levantamento da FGV, valor dos aparelhos caiu 12,33% em 2011
20/01/2012 19h07
A contínua agilidade de lançamentos em telefonia celular, que eleva oferta e derruba preços, provocou queda de 12,33% nos preços dos aparelhos no atacado em 2011, a mais intensa em quatro anos, segundo levantamento exclusivo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) feito a pedido da Agência Estado. Foi quarta deflação anual consecutiva no preço dos aparelhos, segundo a fundação. No varejo, os preços dos celulares caíram 8,51% no ano passado, a mais forte queda desde 2009 (-12,69%).
O fenômeno de aparelhos mais baratos só tende a crescer nos próximos anos, impulsionado por investimentos das fabricantes em novos smartphones, que devem representar mais de 50% do mercado brasileiro em 2015. A intensidade da diminuição dos valores no ano passado foi tão grande que o celular foi, pela primeira vez na história da FGV, uma das cinco principais quedas anuais do setor atacadista medido pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), segundo o coordenador de Análises Econômicas da fundação, Salomão Quadros.
Criado nos anos 40, o índice é o mais antigo da fundação, e passou a incluir a inflação dos celulares a partir de 2008. Quadros explicou que o barateamento de celulares é um fenômeno similar ao que ocorreu em outros mercados de eletroeletrônicos, como televisores e laptops, que também mostraram diminuição sucessivas de preços, favorecidos pela enxurrada de novidades no mercado. No entanto, no caso dos celulares, a velocidade dos lançamentos é maior. "Isso veio para ficar. Em um horizonte de longo prazo, os aparelhos mostram tendência irreversível de redução de preço", afirmou.
Os lançamentos das fabricantes não ficam restritos somente aos celulares mais caros, lembrou o analista da consultoria IDC, Bruno Freitas. "Hoje, a quantidade de modelos mais baratos é muito maior do que no passado", disse. Para o especialista do IDC, a crise global de 2008 obrigou as grandes fabricantes a olhar novos nichos de mercado em países emergentes, visto que a turbulência internacional derrubou consumo nos países desenvolvidos.
A ascensão da classe C e o contínuo crescimento da renda do brasileiro foram notadas pelas grandes marcas, que direcionaram suas pesquisas para desenvolvimento de aparelhos voltados especificamente para necessidades destes novos consumidores. "Sem sombra de dúvida o Brasil virou alvo dos fabricantes. Houve crescimento no número de pessoas que podem comprar celular. Não é à toa que terminamos o ano passado com 240 milhões de linhas móveis ativas", afirmou.
Smartphones
Outro fator é o interesse crescente por smartphones, cada vez mais adaptáveis ao bolso do brasileiro. Dados do IDC citados por Freitas atestam que, de 2007 a 2011, o preço médio deste tipo de aparelho caiu 30%, similar ao recuo registrado em celulares comuns no mesmo período (-32%). "Não estamos dizendo que todos os smartphones estejam baratos.
Há aparelhos que, quando lançados, custam R$ 1 mil, R$ 2 mil por unidade. Mas, aos poucos, as fabricantes conseguem desenvolver aparelhos nas mais diferentes faixas de preço", explicou. Atualmente com 14,15% do mercado brasileiro de telefonia celular, os smartphones devem ser maioria entre os aparelhos em quatro anos, segundo a consultoria.
Com nove lançamentos em telefonia móvel no ano passado e sem revelar o número de novidades deste ano, a Sony Ericsson considera smartphones como o segmento mais favorecido pelo impacto de redução de preços no setor, nos últimos três anos.
"Quando deixaram de ser um produto com demanda de nicho e passaram a ser mais massivos, os preços caíram naturalmente", afirmou a diretora de Marketing da empresa, Ana Peretti. Na análise da executiva, a demanda por este tipo de aparelho crescerá ainda mais em 2012 e nos próximos anos.
"Teremos novos consumidores aderindo a seu primeiro smartphone. Outros, trocando um modelo básico por outro um pouco mais avançado. E, com certeza, sempre haverá um público em busca de modelos de última tecnologia."
O fenômeno de aparelhos mais baratos só tende a crescer nos próximos anos, impulsionado por investimentos das fabricantes em novos smartphones, que devem representar mais de 50% do mercado brasileiro em 2015. A intensidade da diminuição dos valores no ano passado foi tão grande que o celular foi, pela primeira vez na história da FGV, uma das cinco principais quedas anuais do setor atacadista medido pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), segundo o coordenador de Análises Econômicas da fundação, Salomão Quadros.
Criado nos anos 40, o índice é o mais antigo da fundação, e passou a incluir a inflação dos celulares a partir de 2008. Quadros explicou que o barateamento de celulares é um fenômeno similar ao que ocorreu em outros mercados de eletroeletrônicos, como televisores e laptops, que também mostraram diminuição sucessivas de preços, favorecidos pela enxurrada de novidades no mercado. No entanto, no caso dos celulares, a velocidade dos lançamentos é maior. "Isso veio para ficar. Em um horizonte de longo prazo, os aparelhos mostram tendência irreversível de redução de preço", afirmou.
Os lançamentos das fabricantes não ficam restritos somente aos celulares mais caros, lembrou o analista da consultoria IDC, Bruno Freitas. "Hoje, a quantidade de modelos mais baratos é muito maior do que no passado", disse. Para o especialista do IDC, a crise global de 2008 obrigou as grandes fabricantes a olhar novos nichos de mercado em países emergentes, visto que a turbulência internacional derrubou consumo nos países desenvolvidos.
A ascensão da classe C e o contínuo crescimento da renda do brasileiro foram notadas pelas grandes marcas, que direcionaram suas pesquisas para desenvolvimento de aparelhos voltados especificamente para necessidades destes novos consumidores. "Sem sombra de dúvida o Brasil virou alvo dos fabricantes. Houve crescimento no número de pessoas que podem comprar celular. Não é à toa que terminamos o ano passado com 240 milhões de linhas móveis ativas", afirmou.
Smartphones
Outro fator é o interesse crescente por smartphones, cada vez mais adaptáveis ao bolso do brasileiro. Dados do IDC citados por Freitas atestam que, de 2007 a 2011, o preço médio deste tipo de aparelho caiu 30%, similar ao recuo registrado em celulares comuns no mesmo período (-32%). "Não estamos dizendo que todos os smartphones estejam baratos.
Há aparelhos que, quando lançados, custam R$ 1 mil, R$ 2 mil por unidade. Mas, aos poucos, as fabricantes conseguem desenvolver aparelhos nas mais diferentes faixas de preço", explicou. Atualmente com 14,15% do mercado brasileiro de telefonia celular, os smartphones devem ser maioria entre os aparelhos em quatro anos, segundo a consultoria.
Com nove lançamentos em telefonia móvel no ano passado e sem revelar o número de novidades deste ano, a Sony Ericsson considera smartphones como o segmento mais favorecido pelo impacto de redução de preços no setor, nos últimos três anos.
"Quando deixaram de ser um produto com demanda de nicho e passaram a ser mais massivos, os preços caíram naturalmente", afirmou a diretora de Marketing da empresa, Ana Peretti. Na análise da executiva, a demanda por este tipo de aparelho crescerá ainda mais em 2012 e nos próximos anos.
"Teremos novos consumidores aderindo a seu primeiro smartphone. Outros, trocando um modelo básico por outro um pouco mais avançado. E, com certeza, sempre haverá um público em busca de modelos de última tecnologia."
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