Ossada de criança desaparecida é encontrada em Teotônio Vilela
Moradores acreditam que esteja ocorrendo tráfico de órgãos na cidade
Por Alagoas Web25/03/2012 22h10
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O achado de uma ossada humana, supostamente de uma criança de 10 anos, desaparecida na cidade de Teotônio Vilela, interior de Alagoas, pode está ligada ao tráfico de órgãos humano. A conclusão é de moradores da cidade, que durante a tarde de ontem, sábado (24), foram surpreendidos, mais uma vez, com o achado de restos mortais de uma criança.
A ossada foi encontrada nas imediações da Fazenda Santa Cecília, por agentes da Polícia Civil, após denuncia, “estivemos no local e após as constatações acionamos IC e IML”, esclareceu o agente Manoel Lucena à reportagem
A ossada foi reconhecida pela mãe do menor Sergio João da Silva, 10 anos, desaparecido desde 27 de fevereiro deste ano. Em estado de choque, a genitora, que mal podia falar, confirmou que uma pulseira de prata e uma bermuda azul, encontrados ao lado dos ossos, eram objetos que a criança usava quando desapareceu.
Outros caos
Em contato com moradores da cidade, a reportagem foi informada que essa não é a primeira vez que crianças desaparecem e são encontradas mortas. Segundo relatos de moradores, há poucos dias outros dois corpos, também de crianças desaparecidas, foram encontrados, um deles de forma estranha, “o menino estava com a barriga costurada”, disse um morador, que garantiu ter visto o cadáver.
Sem cabelos
Dois fatos intrigantes chamam a atenção da polícia. A ossada foi encontrada envolta em uma lona preta, o que impossibilitaria a decomposição tão rapidamente - se realmente for do menor, desaparecido no final de fevereiro -, a menos de um mês. A região do crânio estava totalmente sem cabelos, fato raro para um corpo em tão pouco tempo em decomposição.
A reportagem esteve na Delegacia de Teotônio Vilela para confirmar as informações sobre o desaparecimento de outras crianças, mas os agentes estavam em diligências sobre o caso. O caso deve ser investigado pelo delegado loca, Franciso Medson.
O Instituto de Criminalista (IC) esteve no local e já tem informações que podem ajudar nas investigações. Os restos mortais da possível criança desaparecida foram recolhidos ao IML de Arapiraca e só serão liberados após exames de DNA.