Dentistas se dizem incapazes de realizar atendimentos do município
Profissionais ligados ao Sindicato dos Odontólogos de Alagoas lamentaram na manhã desta quarta-feira (12) a precariedade do serviço ondontológico do município, problema que se arrasta desde 2013. Cerca de 200 dentistas e 500 auxiliares técnicos possuem dificuldades para exercer os procedimentos básicos de um exame por problemas de infraestrutura e falta de medicamentos.
De acordo com Airton Mota Mendonça, presidente do sindicato, cerca de quatro centros odontológicos de Maceió não estariam funcionando por problemas relacionados à falta de materiais descartáveis e equipamentos dessas unidades. “Tem posto de saúde que está há quatros anos sem atendimento, o que é um absurdo. O prefeito (Rui Palmeira) herdou uma infelicidade, já que até material de anestesia está faltando para o trabalho”, alerta o dentista.
A dificuldade se arrasta desde 2013 quando, ainda no ano passado foi publicado, em outubro, o decreto de Emergência na Saúde que facilitaria os trâmites das licitações para a aquisição de bens e serviços essenciais para os postos de saúde na capital. Segundo Airton, o decreto não teria beneficiado os profissionais com aquisição de materiais.
A classe programa para a próxima quarta-feira (19), um protesto em frente ao Alagoinhas, na Ponta Verde. O objetivo é sensibilizar o município para adotar melhorias urgentes para a classe.
Ações estão sendo encaminhadas
Após denúncias da falta de condições de trabalho, o Conselho Regional de Odontologia (CRO) interviu, na última quinta-feira (6), nas atividades do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) do PAM Salgadinho. Diversas irregularidades foram anotadas e encaminhadas para a Prefeitura de Maceió.
De acordo com Audrey Guerreiro, coordenadora de Saúde Bucal da Secretaria Municipal de Saúde, a secretaria já teria feito um diagnóstico da situação e apontado quais ações devem ser tomadas para melhorar os centros odontológicos. Os documentos foram encaminhados para aprovação do município.
“A gente tá tocando o barco e aguardamos ansiosamente para que haja um retorno normal das atividades. O que fiquei sabendo foi que já em 2013 os contratos da gestão passada [do ex-prefeito Cícero Almeida ] estavam com débitos e a Secretaria de Saúde teve que utilizar os recursos para pagar as dívidas”, diz ela.
Ainda de acordo com Audrey, o setor financeiro do município já estaria em mãos com três processos que envolvem aquisição de materiais odontológicos, equipamentos e contratação de técnicos para a manutenção dos equipamentos. “Infelizmente não há prazos definidos para isso, mas acredito que até o final de fevereiro vamos conseguir a aquisição de materiais”, revela.
Audrey espera ainda que entre 60 a 65% dos profissionais possam enfim retornar às atividades. “Não é por falta do nosso interesse, não é o intuito nosso prejudicar a população, mas não podemos trabalhar sem o mínimo exigido”, diz.
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