Sem remédios, UBS do Bonsucesso padece de atenção do poder público
O que era para ser um item de prioridade fundamental nos postos de saúde, acaba virando um golpe de sorte para os pacientes. Encontrar medicamentos nas Unidades Básicas de Saúde de Arapiraca é cada vez mais difícil. Há menos de 30 dias, o portal 7Segundos denunciou a falta de médicos e remédios na UBS do bairro Teotônio Vilela, agora são os pacientes do Bonsucesso que reclamam da ausência de medicamentos.
Na Unidade, pacientes e funcionários revelam a falta de diversos remédios e até mesmo de profissionais. Trabalhadores do local, que optaram por não divulgar o nome temendo represálias, afirmaram que a UBS – que atende pelo menos 1660 pessoas – deveria contar com três médicos, mas há apenas dois prestando serviços.
Não bastasse o déficit no quadro de profissionais, os pacientes ainda precisam conviver com a constante falta de medicamentos. Remédios comuns, a exemplo do captopril, para controle da hipertensão, é um dos que está em falta; além da amoxicilina suspensão, indicado para tratamento de infecções, e o sulfato ferroso, muito usado por gestantes – este, segundo relato dos funcionários, está em falta na Unidade há oito meses.
A aposentada Ana Maria de Melo afirmou que a UBS carece de melhorias, já que faltam médicos e medicamentos com frequência. Ela disse que, por muitas vezes, foi na Unidade, mas não encontrou o remédio que precisava e precisou recorrer à farmácia, tirando dinheiro do próprio bolso. Até procedimentos básicos são ineficientes; Melo revelou que já precisou esperar um ano para conseguir uma consulta com um gastroenterologista.
Remédios só devem chegar em 20 dias
Quem precisa de medicamento no bairro, ainda vai ter que esperar mais. De acordo com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Arapiraca. O único remédio que está em falta é o hidrocloratiazida (usado para o controle da hipertensão), que deve chegar no prazo de no máximo 20 dias. Quanto aos outros apontados por pacientes e funcionários, segundo a assessoria, não há informação de que eles estejam faltando na rede municipal.
Ainda de acordo com a assessoria, algumas UBS não estão abastecidas de todos os remédios por conta da burocracia do processo licitatório, no entanto, para tentar reparar a ausência de medicamentos, a Prefeitura realiza o procedimento a cada seis meses.
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