Servidores em greve do IBGE se reúnem com Ministério do Planejamento
Dezenas de servidores em greve do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estão reunidos em frente à sede da instituição, no Centro do Rio de Janeiro. Eles aguardam uma reunião com representantes do Ministério do Planejamento e da diretoria do órgão programada para hoje (6), às 15h. O objetivo é negociar o fim da paralisação nacional, que dura mais de dois meses. A greve da categoria afeta pesquisas importantes do IBGE, como a que mede o desemprego no país.
A categoria pede a readmissão dos cerca de 190 trabalhadores demitidos durante a greve e a regularização da contratação de profissionais temporários. O Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Fundações Públicas Federais de Geografia e Estatística (Assibge) denuncia a substituição de servidores efetivos por temporários, com condições de trabalho precárias, salários mais baixos e assédio moral. Para a categoria, a prática fragiliza o IBGE.
“No contrato temporário, a pessoa deve trabalhar em pesquisas sazonais. Na prática, eles fazem todas as pesquisas, como qualquer outro efetivo e, se o chefe da agência determinar outras funções, como dirigir o carro da instituição – sem manutenção e sem seguro - a pessoa não pode se recusar, sob o risco de não ter o contrato renovado”, exemplificou a diretoria da Assibge, Ana Magni. Segundo ela, o piso dos temporários é R$ 1,2 mil e dos efetivos, R$ 3 mil.
Nas contas do sindicato, 5,7 mil trabalhadores do IBGE, em todas as unidades, são efetivos, sendo que 4 mil vagas serão abertas por profissionais que estão para se aposentar. Já os temporários, somam 4,7 mil. “Pela lei, as contratações temporárias são para pesquisas sazonais de interesse público, como o Censo. Agora em todas as pesquisas, para acumular funções, é mera substituição de força de trabalho efetiva por força de trabalho barata e precária”, reforçou Ana.
Estão mobilizados para acompanhar a reunião com o Planejamento servidores de diversas unidades, como os de São Paulo, que vieram em caravanas para o Rio. A perspectiva é que o governo sinalize com grupos de Trabalho para discutir a carreira dos servidores e a regularização dos temporários. O Assibge quer que o governo acerte prazos para colocar em prática as decisões.
O IBGE confirmou que a Pesquisa Mensal do Emprego, que mede a taxa de desemprego em seis regiões metropolitanas, foi prejudicada nos dois meses de greve. Já a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua teve problemas em junho. O órgão disse que deve se pronunciar sobre a greve depois de reunião com a categoria e o Planejamento.
Últimas notícias
VLT e Ciclovia do Trabalhador vão funcionar juntos em Arapiraca, garante Renan Filho
Casa de Direitos registra aumento de 45% nos atendimentos ao trabalhador em 2026
Reação de Renan Calheiros após rejeição de Messias viraliza entre bolsonaristas
Ronaldo Lessa troca diretoria do PDT em Maceió após rompimento com Kátia Born
Davi Filho questiona ausência em pesquisa e garante candidatura ao Senado
Cavalo Caramelo, símbolo das enchentes no RS, vira celebridade, faz presença VIP e tem agenda cheia dois anos depois
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Estudantes se formam na Uninassau Arapiraca e descobrem que curso não é reconhecido
PM flagra 47 descumprimentos no 13º dia de vigência do Decreto Emergencial
