Justiça manda de volta à prisão ex-soldado que integrou "Gangue Fardada"
Acusado pela Justiça como membro da "Gangue Fardada", o ex-cabo da Polícia Militar, Manoel Bernardo de Lima Filho, o "soldado Lima", foi preso na cidade de Joaquim Nabuco, no interior pernambucano, em cumprimento de mandado de prisão decretado pelo desembargador João Luiz Azevedo Lessa. Vale lembrar que o "soldado Lima" já foi absolvido pela suposta participação nos crimes em julgamento em março desse ano.
A decisão de prender Manoel Bernardo de Lima Filho se deu, após a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas acatar pedido do Ministério Público para levar o ex-militar a novo julgamento pelo Tribunal do Júri.
"A Câmara entendeu que sua absolvição da acusação de homicídio qualificado pela morte de Genivaldo José da Silva, homossexual também conhecido por "Teacher", em 1993, na cidade alagoana de Campestre, foi contrária à prova dos autos. Com a decisão do órgão colegiado, o réu permanecerá preso até que seja submetido a novo Júri", diz a assessoria de imprensa da PC.
Diversos crimes
O ex-soldado Manoel Bernardo, envolvido em diversos outros crimes, após o desmantelamento da "gangue fardada" sumiu de Alagoas, somente sendo preso, em uma operação conjunta da Polícia Federal paulista e do serviço de inteligência da Defesa Social alagoana, 19 anos depois no Estado de São Paulo.
A prisão aconteceu em 31 de outubro de 2008, quando ele saía de casa para o trabalho, O ex-soldado trabalhava em um posto de saúde, e usava o nome falso de Valdenor Pereira da Costa.
Entre os muitos crimes atribuídos ao "Soldado Lima", constam o assassinato de um vereador em Novo Lino e do fazendeiro José Cardoso de Albuquerque, pai do cantor Geraldo Cardoso, crime ocorrido no dia 27 de setembro de 1989, no interior de uma casa comercial, Bilá Auto Peças, no município de Palmeira dos Índios.
Ele foi pronunciado em novembro de 2009, já em Alagoas, pela prática do crime de homicídio por motivo fútil e mediante traição, emboscada ou dissimulação.
Outros acusados
Outros dois acusados, José Augusto dos Santos, conhecido como "Zé Cranca", e Marcos Augusto dos Santos, o ""Quinho", foram condenados pelo mesmo crime, executado, segundo denúncia, por queima de arquivo, pelo fato de a vítima ter presenciado o assassinato de Manoel Elpídio, com quem Genivaldo mantinha um relacionamento amoroso.
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