Vacinação Antirrábica vai até dia 5 de dezembro
Em parceria com os 102 municípios de Alagoas, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) realizou, neste sábado (29), o Dia D de Vacinação Antirrábica Canina e Felina. Como a meta é vacinar 353.765 cães e 171.696 gatos a campanha prossegue até a próxima sexta-feira (5), em 3.510 postos fixos do Estado, sendo 190 localizados em Maceió.
Até o término da campanha, deverão ser vacinados todos os cães e gatos que estejam com idade superior a dois meses. Com a ação, a Sesau pretende manter Alagoas livre da raiva, que é uma doença transmitida por meio do gato e do cão, portadores do rabvírus. Para o êxito da ação estarão atuando 11.749 profissionais no interior e em Maceió.
De acordo com o coordenador do Programa Estadual de Combate a Raiva, Valmir Costa, a única forma de se prevenir da doença é vacinando os cães e gatos, uma vez que a doença mata em 99% dos casos. "A doença é transmitida por meio da penetração do vírus contido na saliva do animal infectado, principalmente pela mordedura. Ao penetrar no organismo do humano, o vírus se multiplica na região afetada e atinge o sistema nervoso periférico e central, afetando outros órgãos", explicou.
Bom Exemplo – Preocupada em zelar pelo bem estar de seus familiares, a professora de música, Maria dos Reis, 81 anos, vacinou a cadela Zoe neste sábado, no posto montado no I Centro de Saúde, localizado na Praça da Maravilha, em Maceió. "A campanha é importante para a segurança do animal e para a minha família, que convive diariamente com ele. Aproveito para vaciná-lo em todas as campanhas, que são válidas para a comunidade", destacou.
E Valmir Costa ressaltou que o bom exemplo de Maria dos Reis deve ser seguido por todos àqueles que desejam criar um cão ou gato. Isso porque, no período entre 1980 e 1990, a Coordenação do Programa Estadual de Combate à Raiva notificou uma média de sete óbitos por ano, em decorrência das coberturas vacinais que eram abaixo de 70%.
Só a partir de 2000, quando Alagoas passou atingir coberturas vacinais acima de 80%, a média de óbitos por ano caiu para 1. A partir de 2007, segundo evidenciou Valmir Costa, "não houve mais registros de óbitos humanos por agressão de cães em Alagoas", comemorou o coordenador do Programa Estadual de Combate a Raiva.
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