Especialista esclarece que em Alagoas não tem o mosquito transmissor da malária
Após a equipe do Hospital-Escola Helvio Alto (HEHA) confirmar um caso de malária no último sábado (21), o infectologista Fernando Maia esclarece à população que "Alagoas não tem o mosquito transmissor da doença". O especialista alerta que os cuidados devem ser tomados apenas em caso de viagem para regiões onde a transmissão da doença é alta.
Foi o que aconteceu com o paciente diagnosticado em Alagoas, que trabalhou até fevereiro passado em Moçambique, na África, retornando para o Estado no dia 19 de março. Posteriormente, apresentou os primeiros sinais da doença, sendo internado no Hélvio Auto somente no dia 21, quando foram tomadas as providências preconizadas pelo Ministério da Saúde (MS) para estas situações, a exemplo da disponibilização de medicação específica para o tratamento da malária.
"Após a viagem, caso o paciente sinta febre por um período de 30 dias - que é um dos principais sintomas da doença -, ele deve procurar um médico para confirmar ou não o caso de malária", informou o infectologista. Ainda segundo ele, o diagnóstico deve ser rápido para logo dar início ao tratamento que, em Alagoas, tem como referência o Hélvio Auto.
O infectologista explica que a malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários, transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. A cura ocorre se for tratada em tempo oportuno e adequadamente e o mosquito está presente em mais de 80 países, a grande maioria localizada na faixa tropical dos países africanos.
Recomendações - Não existe vacina contra a malária e, em determinados casos, pode levar à morte se não for tratada. O Ministério da Saúde (MS) recomenda que se use repelente no corpo todo, camisa de mangas compridas e mosquiteiro, quando estiver em zonas endêmicas.
Também é importante evitar banhos em igarapés e lagoas ou expor-se a águas paradas ao anoitecer e ao amanhecer, horários em que os mosquitos mais atacam, se estiver numa região endêmica.
"Também é recomendado que se procure um serviço especializado se for viajar para regiões onde a transmissão da doença é alta, para tomar medicamentos antes, durante e depois da viagem", destacou o infectologista Fernando Maia. Ele salientou, ainda, que "é importante não fazer prevenção por conta própria e, mesmo que tenha feito a quimioprofilaxia, se tiver febre, procurar atendimento médico".
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