Polêmica: Gugu age certo ao pagar para entrevistar famosos?
O homem do baú é Silvio Santos, mas quem tem distribuído pequenas fortunas por aí é seu ex-pupilo, Gugu Liberato.
O colunista Leo Dias, do jornal carioca O Dia, informa que o apresentador pagou 200 mil reais por uma entrevista com a ex-modelo transexual Roberta Close, que vive reclusa na Suíça. O material deve ser exibido na noite desta quarta-feira (20).
O jornalista afirma ainda que Gugu desembolsou 500 mil pela conversa com Suzane Von Richthofen e sua namorada, Sandra Gomes, exibida em fevereiro, na estreia de seu programa na Record.
Os rumores sobre pagamento de cachê para conseguir entrevistas com subcelebridades e ‘celebridades do crime’ não é novidade nem foi uma invenção do apresentador.
A questão é: um programa de TV fere a ética profissional e age com deslealdade com a concorrência ao oferecer dinheiro por informação?
No caso de Gugu, há um atenuante que o livra de ser criticado por essa prática, mais corriqueira do que o público imagina.
Ele faz uma atração de entretenimento. Caso fosse um jornalístico, o pagamento seria condenável. O que Gugu vende ao público é um show. Nada mais natural do que pagar aos que se apresentam em seu palco.
Ao ser procurado pela produção de Gugu, o entrevistado sabe que sua história tem potencial para render boa audiência e alto faturamento para a TV. Se um lado vai ganhar, por que o outro não pode se beneficiar também?
Mas aí nasce o problema: se paga para um, teoricamente tem que pagar para todos. Então nenhum convidado deveria aceitar ir ao programa sem receber cachê. Vira um círculo vicioso.
No meio televisivo, Gugu é visto como um ‘predador’: faz o impossível para conseguir a atração desejada. Significa passar sobre as emissoras concorrentes, usar seu carisma pessoal para convencer o candidato a entrevistado e lançar mão do poder financeiro.
Televisão é business. Vence quem faz a melhor negociação. A cartilha da ética às vezes fica trancada no cofre.
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