Justiça

Mutirão do Tribunal de Justiça beneficia população de Arapiraca

Por Redação com Assessoria 29/05/2015 16h04

Maria Aparecida e José Tavares se casaram há quase dois anos. O relacionamento, no entanto, acabou não dando certo, indo cada um para o seu lado. Há alguns dias, Aparecida ficou sabendo do mutirão que o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) iria realizar em Arapiraca, onde poderiam ser solucionados casos de divórcio consensual. Ela não teve dúvida: conversou com o marido para que os dois resolvessem de vez a situação.

      “Depois que a gente se separou, foi cada um viver a sua vida. Não adiantava mais ficar junto. Aí eu falei com ele pra gente se divorciar e ele aceitou”, disse dona Aparecida, olhando para o agora ex-marido ainda com cumplicidade. “Nos separamos, mas continuamos amigos. Estou aqui para qualquer coisa que ele precise”, fez questão de ressaltar.

      Seu José, homem de poucas palavras, esboçou um sorriso e aceitou o carinho que dona Aparecida lhe fez nas costas. “Saio daqui feliz. Acabou dando tudo certo”.

      Quem também compareceu ao mutirão do TJ/AL, na manhã desta sexta-feira (29), na Escola Municipal Hugo José Camelo Lima, foi José Cícero e Patrícia Silvestre. O motivo, no entanto, era diferente: eles estavam ali para acertar a papelada do casamento.

      Os dois vão participar da cerimônia de casamento coletivo que vai ocorrer no sábado (30), às 11h, no Parque Ceci Cunha. “Trouxemos os documentos para habilitação e foi tudo tranquilo. Vamos agora poder concretizar o nosso sonho”, disse a apaixonada vendedora, de 25 anos.

      Cícero, que era só carinho para com a futura esposa, explicou que os dois já viviam juntos há cinco anos. Se o casal tem planos? “Muitos”, falou o agricultor, de 27 anos. “Agora é pra valer”.

Além de solucionar casos de divórcio e habilitar casais para a cerimônia de casamento coletivo, o mutirão ofereceu outros serviços à população de Arapiraca, como retificação de registros e liberação de alvarás judiciais.

      O presidente do TJ/AL, desembargador Washington Luiz Damasceno Freitas, acompanhou o evento. “A importância dessa iniciativa é grande. Isso é determinante para colocarmos em prática aquilo que defendemos, que é um Judiciário mais próximo da sociedade, especialmente dos mais carentes”, destacou o desembargador.

      O mutirão foi promovido pelo Poder Judiciário por meio do projeto “Justiça Itinerante”. Para o juiz André Gêda Peixoto Melo, que coordenou os trabalhos, a força-tarefa foi exitosa. “Na medida em que oferecemos esses serviços, contribuímos para uma prestação jurisdicional mais célere e evitamos que as pessoas ingressem com ações na Justiça”, destacou.