Curiosidades

Pimenta alagoana se torna ingrediente de cerveja da Bohemia

Por Redação com Agenda A 29/05/2015 17h05

A campanha de lançamento nacional de uma cerveja da Ambev, maior produtora mundial da bebida, vai ajudar a projetar nos próximos meses o trabalho de produtores locais da cidade de Piaçabuçu, região Sul de Alagoas.

Trata­se do lançamento da Bohemia Bela Rosa, cerveja da nova linha “Sabores do Brasil” da Ambev, que leva em sua composição a pimenta rosa, produto extraído da árvore Aroeira ­ que também dá nome a um projeto social de beneficiamento do produto em Piaçabuçu.

Apesar de, por enquanto, a pimenta rosa usada na cerveja não ter origem em Alagoas (a cervejaria usa o extrato da pimenta que ainda não é produzido em Alagoas), a Ambev decidiu associar o lançamento da cerveja aos produtores de Piaçabuçu tanto pela causa social como pelo reconhecimento do projeto como uma referência no país.

“Estamos felizes por esse reconhecimento que vai ampliar bastante nossa exposição, algo que não conseguiríamos sozinhos”, diz o diretor presidente do Instituto Ecoengenho, José Roberto da Fonseca. “Com a campanha, o Brasil inteiro vai poder conhecer a pimenta de alta qualidade feita em Alagoas”.

Como parte da campanha, a Ambev já gravou um vídeo institucional em Piaçabuçu, ainda não divulgado, para mostrar a qualidade da pimenta rosa beneficiada pelas comunidades locais. Atualmente, o projeto Aroeira conta com a participação de cerca de 500 extrativistas em quatro cidades ribeirinhas de Alagoas e Sergipe: Piaçabuçu, Penedo, Neópolis e Santana do São Francisco. Ao todo, são beneficiadas cerca de duas toneladas do produto a cada safra anual. “Não estamos mais preocupados com a quantidade de produção, mas com a qualidade dela para que ela passe a ter um valor cada vez maior”, diz José Roberto Fonseca.

Graças ao projeto, o quilo da pimenta que antes chegava a ser vendido por apenas R$ 1,50 a atravessadores, agora é vendido a R$ 170 para revendedores e a R$ 130 para alguns estabelecimentos como restaurantes. “Chegamos a ter produtores que faturam de R$ 8 mil a R$10 mil por mês, valor que jamais imaginavam que teriam um dia”, diz o diretor do projeto.

Ainda de acordo com ele, a maior parte da produção vai para outros Estados como o Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia. “O empresariado alagoano ainda é reticente na hora de incentivar projetos sociais”, diz José