Sertão

Possíveis familiares cobram identificação de corpos carbonizados em Santana

Por 7 Segundos 01/06/2015 17h05

Supostos familiares dos corpos encontrados no último sábado (30), em Santana do Ipanema, estiveram nesta segunda-feira (01), no Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca a procura de informações sobre os parentes mortos.

De acordo com o líder comunitário Jaudiran Pereira Silva, que acompanhou os parentes das vítimas, os corpos carbonizados foram enterrados como indigentes no dia seguinte a entrada no IML e que o exame de DNA não poderia ser realizado porque o estado interrompeu, em setembro do ano passado, o contrato junto ao laboratório da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), responsável por esse tipo de averiguação.

Os corpos encontrados em Santana seriam de Antônio Ferreira Monteiro, de 74 anos, e de Cícero Saturnino da Silva, de 56 anos, que seriam tio e sobrinho, respectivamente. 

A esposa de Cícero e a filha de Antônio estiveram no IML de Arapiraca e foram informadas de que o exame de reconhecimento só poderia ser realizado depois que o convênio entre Estado e Ufal fosse firmado novamente.

A Assessoria de Comunicação do IML informou que não foram realizados nenhum exame na arcada dentária nem por meio de impressão digital, pois os corpos foram encontrados totalmente queimados, mas houve a coleta de material biológico para futuras identificações.

De acordo com o órgão, o modo como os corpos foram encontrados foi o que motivou o enterro emergencial. A assessoria informou, ainda, que a família foi recomendada a procurar o IML novamente na quarta-feira para que possa ser colhido sangue para a realização do exame.

Ao ser indagada sobre a parceria entre Estado e Ufal, a assessoria informou que o processo contratual já está avançado e nos trâmites finais.