Alagoas

Entidades fazem vigília na porta do Palácio na tarde desta quarta-feira (10)

Por Redação com Sintuneal 10/06/2015 16h04

Técnico-administrativos e professores da Universidade Estadual de Alagoas e outros sindicatos estaduais filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) estiveram na tarde desta quarta-feira (10) em frente ao Palácio do Governo, em vigília, para obterem  resposta do Governador sobre as seguintes reivindicações: reposição salarial, nomeação dos concursados, defesa dos serviços públicos da Casal, da aposentadoria e a auditoria da dívida.

As entidades e a CUT, no dia 1º de junho, se reuniram com governador Renan Filho, no Palácio, para discutir a pauta de reivindicações das categorias. Como o Governador não apresentou nenhuma proposta concreta, as entidades deram um prazo de dez dias para a resposta dele.

Em defesa da Uneal

As manifestações em defesa da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), realizadas pelos professores, técnicos e alunos, já vinham acontecendo desde abril deste ano. A primeira foi em Maceió (28), para que o governo nomeasse os professores aprovados no concurso da Uneal, realizado em novembro e dezembro de 2014, mas dos 50, apenas 36 foram nomeados. Revoltados, em maio, a comunidade acadêmica realizou duas manifestações em Arapiraca: no dia 27, nas ruas do Centro e depois na Câmara Municipal e, no dia 29, numa inauguração onde estava o Governador Renan Filho. Em Palmeira dos Índios (21), também em maio, foi realizado protesto na AL 115.

Salários defasados

Os técnico-administrativos da Uneal sofrem, há cinco anos, pela falta de sensibilidade do governo em relação aos salários da categoria. Desde a gestão passada, várias reuniões já foram realizadas para que o projeto de lei do plano de cargos e carreira (PCC) fosse aprovado, mas apenas as letras do PCC foram aprovadas, na Assembleia Legislativa.

Agora, a luta dos técnicos é fazer valer a isonomia, de acordo com o salário dos técnicos da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), e os números do PCC, mas na manifestação de hoje (10), a briga é pela reposição salarial. “À medida que a categoria for avançando, outras reuniões deverão acontecer para que nossos direitos sejam atendidos”, explicou o presidente, em exercício, Alexandre Batista, do Sindicato dos Técnico-Administrativos do Universidade Estadual de Alagoas (Sintuneal). Ele disse ainda que a evasão de funcionários da universidade é extrema.