IMA vai contribuir com investigações sobre morte do elefante-marinho 'Leôncio'
Necropsia aponta traumatismo craniofacial e levanta suspeita de ação humana; caso pode configurar crime ambiental
O Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) informou que vai contribuir com as investigações sobre a morte do elefante-marinho, "Leôncio", encontrado na última terça-feira (31), em Jequiá da Praia, no litoral sul do estado. O caso ganhou repercussão após o laudo da necropsia apontar indícios de possível ação humana.
De acordo com o exame, o animal apresentava traumatismo crânio-facial e fratura completa de osso da face, na região da bochecha, com características compatíveis com impacto por instrumento contundente. Os achados reforçam a hipótese de violência, o que pode configurar crime ambiental contra a fauna, conforme a Lei nº 9.605/98.
O animal havia sido acompanhado por um grupo de monitoramento ao longo de sua passagem pela costa alagoana. Conhecido como Leôncio, o elefante-marinho chamou a atenção de especialistas e da população por se tratar de uma ocorrência incomum no litoral do estado.
Leôncio foi avistado pela última vez por volta das 17h, na praia de Lagoa Azeda, em Jequiá da Praia, no dia 27 de março. Na última terça-feira (31), foi confirmado que um animal da mesma espécie foi encontrado morto na mesma região. “Estamos muito tristes. Leôncio foi um visitante da nossa costa e mobilizou tanto a população quanto as equipes técnicas envolvidas no seu monitoramento”, destacou a médica veterinária e consultora do IMA/AL, Ana Cecília Pires.
A profissional explica que o animal estava em processo natural de muda de pele e pelos, período em que precisa permanecer em repouso. “Infelizmente, houve situações de estresse causadas pela aproximação de pessoas, o que fazia com que ele retornasse ao mar, prejudicando esse processo”, completou.

O diretor executivo do IMA/AL, Ivens Leão, reforçou que o órgão atuou de forma contínua no monitoramento do animal, seguindo planejamento técnico voltado à segurança e ao bem-estar da espécie. “Seguimos empenhados em contribuir com as investigações, para que, caso a ação humana seja confirmada, os responsáveis sejam devidamente responsabilizados”, afirmou.
O grupo de monitoramento é formado por médicos veterinários e biólogos, com atuação integrada do Instituto Biota, Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e Batalhão de Polícia Ambiental (BPA).
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