Litoral

Prefeitura de Maragogi não tem como abrigar famílias despejadas de áreas de mangue

Por Redação com GazetaWeb Maragogi 23/06/2015 14h02
Prefeitura de Maragogi não tem como abrigar famílias despejadas de áreas de mangue
- Foto: Rosana Costa/ Gazetaweb

O representante da pasta de Infraestrutura da cidade de Maragogi, no litoral norte de Alagoas, Rildson Aquino, afirmou, em entrevista a um portal local, que não tem como abrigar as famílias que serão desalojadas das áreas de domínio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), ao longo da AL-101- Norte, e das Áreas de Preservação Permanente (APPs).

Segundo ele, o acordo firmado na Promotoria de Justiça foi para oferecer, apenas, suporte logístico à ação, que ainda não tem data para acontecer.

“A prefeitura não tem como abrigar o pessoal. O único apoio que podemos dar é o logístico: máquinas e pessoal”, enfatizou o secretário.

A retirada das famílias faz parte de uma força-tarefa proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE), através da Promotoria de Justiça de Maragogi, com objetivo de desocupar as APPs e as margens da AL-101 Norte.

A primeira fase foi realizada em 28 de maio e a segunda etapa estava prevista para o dia 16 de junho, mas acabou não acontecendo. Segundo o DER, a prefeitura municipal teria solicitado um prazo maior para definir um local a fim de relocar as famílias que serão atingidas. O secretário nega ter feito o pedido.

“Não fizemos o pedido porque não temos condições financeiras nem para pagar aluguel social. O momento é de corte de gastos”, salientou Sinho.

A operação envolve, além do DER e da prefeitura de Maragogi, o Instituto do Meio Ambiente (IMA). Nesta segunda etapa, está prevista a remoção das construções irregulares localizadas no trecho entre a ponte sobre o rio Maragogi até as imediações do Fórum Tabelião Melchiades Lindoso, ao longo da AL-101 Norte.

No dia 28 de maio, 12 famílias foram removidas de uma área de manguezal situada nas proximidades da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Maragogi. Segundo a Promotoria de Justiça, elas foram beneficiadas com o pagamento de aluguel social, durante quatro meses.