Trabalhadores rurais protestam em frente ao Palácio República dos Palmares
Dezenas de trabalhadores rurais sem terra realizaram um ato unificado, nesta quarta-feira (01), em frente ao Palácio República dos Palmares, no centro de Maceió, em defesa da desapropriação de terras da massa falida do Grupo João Lyra, em Alagoas. Participaram da manifestação famílias ligadas a sete movimentos sociais, a exemplo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem terra (MST).
Os sem terra concentraram-se na Praça dos Martírios e seguiram em marcha pela região central da cidade, com o objetivo de chamar a atenção da sociedade quanto à dívida do grupo liderado pelo empresário e ex-deputado federal João Lyra (PSD), que teve sua falência decretada há sete anos.
À época, a Justiça decidiu que as cinco usinas, em Alagoas e Minas Gerais, além do escritório central da companhia, em Maceió, e um jatinho seriam leiloados para sanar as dívidas da empresa, fruto também de várias ações trabalhistas por meio das quais ex-funcionários buscam o pagamento de indenizações.
Hoje, segundo o MST, cinco mil famílias estão acampadas nas áreas das usinas Guaxuma, Uruba e Laginha. "Unificamos nossas bandeiras, apontando, mais uma vez, para a necessidade de se promover a reforma agrária como alternativa de vida digna para quem vive no campo e também na cidade", disse José Roberto, do MST.
Já de acordo com a assessoria de comunicação do MST, pela manhã, uma comissão de trabalhadores rurais se reuniu com o secretário-chefe do Gabinete Civil, Fábio Farias, de quem os governos cobraram uma melhor articulação do governo, no sentido de que os agricultores permaneçam nos assentamentos.
"Exigimos, aqui, além do assentamento dessas famílias acampadas nas usinas, o pagamento das dívidas trabalhistas aos antigos funcionários da usina e o imediato ressarcimento das dívidas aos cofres públicos", emendou José Roberto.
Já Rafael Simão, do MTL, destacou que a desapropriação das terras do Grupo João Lyra para o assentamento de famílias sem terra vai resolver 'apenas parte do problema'.
"Esta é uma importante ação para a conquista das terras, para evitarmos o despejo das famílias acampadas, de modo que todas sigam a produzir alimentos saudáveis, destinados á comercialização e sustento das mesmas", analisou Rafael.
Na oportunidade, o diretor-presidente do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral), Jaime Silva, que também se fez presente à reunião, afirmou acreditar em um desfecho positivo quanto à negociação com o Tribunal de Justiça para a revisão dos prazos das reintegrações de posse marcadas. Contudo, segundo o presidente do Iteral, ordens judiciais para a retirada de famílias estão previstas já para este mês, em municípios como Maragogi, Novo Lino e Ibateguara.
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