Fátima Bernardes avalia os três anos do "Encontro": "um sonho"
O programa "Encontro com Fátima Bernardes" acaba de completar três anos no ar, pela Globo.
Em entrevista à colunista Lígia Mesquita, do jornal Folha de S.Paulo, a apresentadora avaliou este período no ar."Era um sonho implantar um programa em um horário que tinha desenho. E criar o hábito de as pessoas assistirem levava tempo. No início, até dominar aquela nova casa, usei pouco a plateia. E ela está ali para misturar pessoas anônimas e conhecidas falando do mesmo assunto. Fui me soltando e fazendo coisas que hoje são naturais. Não dá para fazer nada que você tenha que pensar: faço ou não faço. O primeiro programa não poderia ser como está hoje, não seria natural", disse Fátima.
Ela também falou sobre sua desenvoltura à frente da atração, onde já fez pole dance, andou de patins, cantou, e não teme peder a credibilidade por isso. "Não perde a credibilidade. Vi um especial do 'Good Morning America' e havia muitos âncoras que passaram por lá e estavam dançando, e ninguém perdeu credibilidade. Tem uma história construída que não invalida nada daquilo. Se peço para um convidado brincar e me recuso a participar, que anfitriã sou eu?", brada.
Fora do departamento de jornalismo da Globo, Fátima Bernardes foi liberada para fazer publicidade, e recebeu muitos convites. "Sou criteriosa, tem que ir devagar. Estou todo dia no ar, não quero cansar minha imagem nem o telespectador. Não busquei fazer comercial. Quando recebi o convite para essa campanha [de um frigorífico], o ‘Encontro’ estava começando a ter merchandising. Não teria mais por que não fazer", explicou.
Como não poderia deixar de ser, Fátima também comentou a repercussão de um erro que cometeu, quando no final da edição de 24 de junho, falando sobre a morte do cantor Cristiano Araújo, se referiu a ele como Cristiano Ronaldo. "No programa não me surpreendo com repercussão do erro, mas quando vejo notícia equivocada em relação ao erro. Eu, por exemplo, não noticiei a morte do Cristiano Ronaldo. E eu falei a 'gente termina com a homenagem ao Cristiano Ronaldo'. Mas isso tudo bem, tá na internet, tem que filtrar. Se é só uma zoação, tudo bem. a gente quer rir. Eu jamais abriria mão e o prazer de ter um programa ao vivo para fazer um todo programa certinho, quadradinho. Todo mundo erra. O trabalho criativo se faz em cima do erro", aponta.
Por fim, questionada sobre se teve alguma coisa que não gostou no seu início como apresentadora, respondeu: "Não posso dizer pelo seguinte: comecei fazendo o que era possível naquele momento. Meu compromisso sempre foi fazer da melhor maneira possível naquele momento. Tenho certeza que daqui a 200 programas estarei fazendo coisas que não percebo hoje e vão estar melhor. Eu só trabalho nisso porque tenho certeza que é um caminho longo. E quanto mais esse caminho percorrido, melhor será".
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