Homem que assassinou mulher grávida é condenado a vinte anos de prisão
Depois de um julgamento que durou mais de 11 horas, no fórum da cidade de Rio Largo, o Ministério Público Estadual de Alagoas conseguiu a condenação de Jomílton Santos Braga. O réu foi submetido a uma pena de 20 anos em regime fechado pelo crime de homicídio duplamente qualificado contra Gilmara dos Santos da Silva, jovem morta em julho de 2013, numa estrada que dá acesso ao município de Messias. Outros dois homens também respondem pela mesma acusação, inclusive, o ex-namorado da vítima, que, à época, era vocalista da banda Forrozão Capa de Sela.
O promotor de Justiça Wesley Fernandes foi quem participou do júri na condição de membro do Ministério Público. Ele sustentou a acusação de assassinato. "O Jomílton Santos foi condenado pelo crime de homicídio duplamente qualificado, com os agravantes de ilícito cometido mediante pagamento e com dissimulação. Ele foi contratado para matar a jovem, que estava no 5° mês de gravidez, e, para cometer o assassinato, recebeu R$ 1,2 mil", explicou o promotor.
"O réu também foi enquadrado no crime de aborto sem o consentimento da gestante, crime previsto no artigo 125 do Código Penal Brasileiro", acrescentou Wesley Fernandes.
Por último, o acusado ainda foi condenado pelo Conselho de Sentença por posse de entorpecente, ilícito penal previsto no artigo 28 da Lei federal n° 11.343/2006. Quando foi preso, um dia depois do crime, ele portava uma certa quantidade de cocaína.
A denúncia do MPE/AL
A 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Rio Largo ofertou, em 04 de julho de 2013, denúncia contra o empresário e vocalista da banda Forrozão Capa de Sela, Ivanílson Monteiro de Oliveira. Ele seria autor intelectual da morte da adolescente Gilmara dos Santos da Silva. O músico ainda não sentou no banco dos réus porque a ação penal foi desmembrada e a defesa dele apresentou um recurso que, atualmente, está no Tribunal de Justiça.
Além dele, também são acusados do mesmo crime Jomílton Santos Braga, o "Baiano" e Aldigesy Deodato da Silva, o "Pinto".
O homicídio, segundo o promotor de Justiça Sílvio Azevedo, autor da denúncia naquela ocasião, ocorreu no dia 15 de maio de 2013, próximo ao trevo de acesso à cidade de Messias, e foi motivado pelo fato da vítima, grávida de cinco meses, não querer realizar um aborto.
De acordo com o MPE/AL, Ivanílson e Jomílton foram os autores intelectual e material do crime, respectivamente. O músico teria pago R$ 1,2 mil pela execução de Gilmara.
Por articular o assassinato e contratar o executor, Aldigesy foi considerado co-autor do homicídio. Ainda não há data para o seu julgamento porque ele está foragido.
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