FPI flagra cisterna com animais mortos em unidade de saúde
Motivada pelo combate e prevenção a doenças transmissíveis e parasitárias pelo próprio homem ou por outros vetores, a equipe centros de saúde da FPI do São Francisco fiscalizou, nesta terça-feira (17), a Unidade Mista Santina Toledo de Albuquerque, no Município de Igaci. No local, foram encontradas diversas irregularidades, que ameaçavam a saúde de trabalhadores e pacientes do centro.
A equipe centros de saúde identificou que as duas cisternas do prédio encontram-se desprotegidas. Numa delas, foi detectado um “calango” morto, exalando mau cheiro, além de sapos, aranhas e baratas. No momento da fiscalização, a água dessa cisterna estava sendo bombeada para uso nos serviços da Unidade de Saúde. Já na outra cisterna, havia um saco plástico.
Outras irregularidades que ameaçam a vida de trabalhadores e pacientes também foram vistas. As bombonas destinadas ao recolhimento de lixo contaminado correspondem a um desses riscos. Elas estavam a céu aberto sobre a laje de uma fossa e ao alcance de todos que passavam pelo local, ameaçando-os de contraírem doenças como HIV, hepatites B e C e sífilis. Após intervenção da FPI do São Francisco, os recipientes passaram a ser abrigados, de modo emergencial, no necrotério desativado do prédio.
Também se constatou que o centro de saúde despeja os efluentes de serviços de saúde contaminados, sem qualquer tratamento, em uma fossa séptica. “É sabido que esse tipo de fossa pode ser utilizado em domicílio, mas jamais em serviço de saúde, que devem receber destinação diferenciada. Constatamos que esse material de risco é coletado por empresas limpadores de fossa e despejado em local ignorado, o que pode estar contaminando áreas do município”, disse o médico Celso Tavares, que integra a equipe.
A FPI do São Francisco constatou ainda que a segregação e a coleta de todos os resíduos estão fora dos padrões de segurança. Isso porque o lixo infectocontagioso é acondicionado em sacos impróprios, postos em lixeiras inadequadas e acaba misturado com o lixo comum, o que representa o aspecto mais grave, segundo os profissionais de saúde da fiscalização. De acordo com eles, a falta de cuidado pode gerar acidentes na própria equipe de funcionários e no pessoal responsável pela coleta.
“Os diversos setores da unidade apresentam problemas em relação à conservação e limpeza do mobiliário e equipamentos, o que possivelmente é reversível pelo treinamento e supervisão intensivos dos funcionários, visando a garantia de eficiência na prestação dos serviços públicos”, conclui o representante da equipe.
Junto ao médico do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco, integram a equipe representantes do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), Secretaria de Estado de Saúde (Sesau), Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA), Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL) e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Alagoas (Crea/AL).
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