FPI apreende 400 quilos de queijo coalho no Sertão
A Fiscalização Preventiva Integrada na Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (FPI do São Francisco) apreendeu 400 quilos de queijo coalho, no povoado de Capelinha, município de Major Izidoro, no Sertão de Alagoas, nesta quinta-feira (19).
Os queijos eram fabricados sem as mínimas condições sanitárias e de higiene previstas em lei, e eram embalados com selos falsificados e data de fabricação alterada. Três laticínios foram interditados.
As apreensões aconteceram em um laticínio que sequer possuía nome. Já em outro, conhecido por Barbosa, estavam proximadamente 300 quilos de queijo. E no laticínio J. Lopes, o proprietário confessou que havia retirado 100 quilos de queijo do local e guardado em casa.
Porém, como a tentativa de esconder os produtos se deu recentemente, foi possível flagrar o laticínio ainda com uma quantidade enorme de moscas.
Como os laticínios não possuíam registros na Adeal e nem responsáveis técnicos, a própria Adeal lavrou auto de infração, termo de apreensão e interditou os três estabelecimentos.
O Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV)também notificou os comerciantes. Já o IMA e o BPA expediram auto de infração e COP (Comunicado de Ocorrência Policial), respectivamente, por funcionamento de comércio sem devida licença ambiental.
O programa, coordenado pelo Ministério Público Estadual de Alagoas, começou na última segunda-feira e seguirá até o próximo dia 27 deste mês, quando será realizada uma audiência pública.Esta foi a maior quantidade de queijos já feita durante esta 4ª etapa da FPI.
Selo falsificado e data alterada
Novamente a FPI flagrou queijos que estavam com o Serviço de Inspeção Estadual (SIE) fraudado. No laticínio que não possuía nome, os 200 quilos de queijo coalho estavam com selo de Pernambuco.
No local também foram recolhidas centenas de embalagens do suposto laticínio pernambucano, que teria o nome de Capitulino.
E o mesmo estabelecimento também falsificava a data de fabricação do produto. Apreendidos neste dia 19, os queijos estão datados do próximo dia 22.
De acordo com a Adeal, esses queijos precisam ser apreendidos e, as fabriquetas fechadas, para proteger a saúde da população.
Alimentos produzidos nessas péssimas condições de higiene podem causar uma série de doenças, a exemplo de brucelose e tuberculose, que provocam até a morte do indivíduo.
Diarreias também são muito recorrentes em pessoas que consomem queijo produzido da forma incorreta.
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