Arquivo Público se reinventa e atrai a atenção do público com monóculos
Em meio à tecnologia do mundo atual, os monóculos ainda chamam a atenção dos jovens e conectados em geral. Nas décadas de 1970 e 1980, os monóculos eram recorrentes e bem usuais e se constituíam de uma caixinha colorida que tinham uma lente e, no seu interior, uma foto bem pequena que, quando se olhava para dentro, tinha-se a impressão de que a foto era gigantesca.
E é isso o que tem acontecido na 7ª Bienal Internacional do Livro em Alagoas. Os monóculos, que são tipos de lente corretiva utilizados para visualizar uma foto minúscula, estão atraindo centenas de pessoas para o estande do Arquivo Público de Alagoas.
Com o intuito de atrair pessoas, o Arquivo Público tem construído uma nova visão para a história do Estado. A assistente de acervo, Andreia Santana, destaca que é comum as pessoas ligarem o Arquivo Público a coisas velhas, ultrapassadas, mas a assistente ressalta uma novidade no estande do Arquivo que tem feito diferente e atraído a curiosidade de muitos jovens.
“Quando as pessoas chegam aqui, logo se impressionam com a interatividade. Elas já chegam com a ideia de que vão encontrar coisas ultrapassadas e velhas, e não é bem assim”, conta Andreia.
Assim que os visitantes entram no estande, deparam-se com os monóculos pendurados. Neles é possível ver como era Maceió no início do século 20. Divididos em cores, nos monóculos estão expostas as festas antigas, pessoas ilustres que viveram em Maceió e lugares que hoje estão diferentes.
Outros olhos
Wanderson dos Santos, de 13 anos, conta que está encantado com as fotos. O menino diz que não conhecia a história da cidade, já que veio do Rio de Janeiro para morar em Maceió há 2 anos.
“As fotos são tão bonitas, que parecem que estamos vendo um filme de época. Nem parece real”, disse Wanderson, que diz também estar em sua 1ª Bienal do Livro.
Adriana Loureiro, professora de língua portuguesa da Escola Estadual Mª José Loureiro, levou os alunos do 8º e 9º ano da escola para eles verem, se impressionarem e aprenderem a preservar a história do Estado.
“Fiz questão de trazê-los ao estande do Arquivo Público, para que eles vivessem a história de forma mais interativa. Eles gostaram e acharam o máximo a forma que o Arquivo Público tem trabalhado a história do nosso Estado”, destaca orgulhosa a professora, que, entre uma palavra e outra, dava explicações aos alunos que tinham curiosidade em relação às fotos antigas da capital.
Outro atrativo do estande do Arquivo Público de Alagoas é o mapa dos recados. Os visitantes podem deixar seu recado, na forma de frase, palavra ou desenho, num papel que é colado ao mapa de Alagoas que foi confeccionado e exposto no estande. Livros e até fotos em tamanho maior são possíveis ver no estande do Arquivo Público.
Fluxo de pessoas e história
O local nunca fica vazio, de minuto a minuto aparece alguém interessado em saber o que está exposto naquele estande. Muitos chegam tímidos, mas logo em seguida se empolgam e não querem sair mais do estande.
“É interessante ver isso, porque em meio à tanta tecnologia, tanto celular, tanta internet, as pessoas, em sua maioria jovens, têm o prazer de saber a história de Alagoas”, explica Andreia.
Um outro ponto que deixa a coordenadora de Acervo impressionada é que na Bienal o número de livros novos e atuais não inibe a história antiga de Alagoas e de Maceió. Andreia revela também que, apesar de não ser a primeira Bienal que o acervo participa, este ano é especial, pois eles estão destacando a história de Maceió pelo fato de a capital alagoana estar fazendo o aniversário de 200 anos.
“Não é à toa que a maioria do acervo exposto aqui na Bienal seja de Maceió. Além de ser uma homenagem aos 200 anos, é também o resgate para quem não conhece a história ou quer relembrar”, pontua Andreia Santana.
Então, quem tiver curiosidade e interesse de saber mais sobre a história do Estado, pode fazer uma visita ao estande do Arquivo Público de Alagoas, que está na 7ª Bienal Internacional do Livro em Alagoas, no Centro de Convenções Ruth Cardoso, até o dia 29 de novembro.
O público também pode procurar o Arquivo Público na internet acessando o site arquivopublico.al.gov.br ou ir até o prédio do órgão, que fica na Rua Sá Albuquerque, no bairro de Jaraguá, aberto das 8h às 14h, de segunda a sexta.
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