Audiência Pública irá debater aumento dos casos de microcefalia
O presidente da Comissão de Educação, Saúde, Cultura e Turismo da Assembleia Legislativa, deputado Francisco Tenório (PMN), usou a tribuna da Casa, nesta quinta-feira, 3, para informar que na próxima quinta-feira, 10, às 9 horas da manhã, o Poder Legislativo realizará uma audiência pública para debater o aumento dos casos de microcefalia em Alagoas.
Segundo dados recebidos pelo deputado, já chegam a 73 registros neste ano. “Será convidada a secretária estadual de Saúde, Rosângela Wyszomirska e os secretários municipais de Saúde de Alagoas”, declarou Tenório.
Em seu pronunciamento, o deputado disse que se faz necessário que as autoridades de Saúde encontrem uma solução, o mais rápido possível, para o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor do zika vírus que está relacionado aos casos de microcefalia.
“Estamos partindo para uma situação de extrema preocupação e é preciso que aja um mutirão envolvendo o Ministério da Saúde, o Exército Brasileiro, a Polícia Militar, a classe estudantil, as universidades, as faculdades, as escolas, enfim, toda a população alagoana no combate este mosquito”, afirmou.
Tenório declarou também que o ideal é se fazer um trabalho preventivo com a população para evitar a proliferação do mosquito. “Alguns Estados do Nordeste, como o Rio Grande do Norte, já decretaram estado de emergência e em outros o Governo está multado as casas que não estão abrindo as suas portas para os agentes de saúde”, disse.
Por fim, Francisco Tenório alertou que a microcefalia pode ter como resultado uma série de deficiências neurológicas, tanto cognitivas, como motoras. “Tenho recebido informações que, além do zika vírus provocar microcefalia nos bebês, há também o risco de crianças, de até sete anos de idade, terem problemas neurológicos se forem infectadas pelo microorganismo”, concluiu.
Em parte, o deputado Léo Loureiro (PPL) informou que outras doenças podem estar ligada ao zika vírus e reforçou a necessidade da Secretaria estadual de Saúde realizar um trabalho conjunto com a secretarias municipais. O deputado Inácio Loiola (PSB) demonstrou preocupação com a proliferação do mosquito.
“Esta questão talvez seja o problema mais sério que afeta o Nordeste brasileiro, porque compromete toda uma geração. Hoje faz medo uma mulher engravidar e até as mulheres que estão grávidas estão com receio de vir para o Nordeste’, destacou.
O deputado Gilvan Barros Filho (PSDB) sugeriu que a Assembleia Legislativa comunique as secretarias estaduais de Saúde dos outros estados do Nordeste para que se estude melhor as consequências do zika vírus. O deputado Sérgio Toledo (PDT) destacou a importância da audiência que o Parlamento irá realizar.
“Essa doença está se espalhando. Antes era só no Nordeste. Hoje já existem casos em várias partes do País. Não basta apenas o Exército entrar no combate, é preciso ações mais fortes. Alagoas é um Estado pequeno, e o turismo é muito importante. Essa doença pode impedir a vinda de turista não só para Alagoas, mas para todo o Nordeste”, afirmou.
Por fim, ainda em aparte, a deputada Jó Pereira (DEM) informou que devem existir instrumentos de pesquisas no País que podem ser utilizado no combate ao mosquito. “É preciso convocar não só a população, mas todos os pesquisadores, para que juntos possamos contribuir no combate ao vetor transmissor do zika vírus”, disse.
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