Secretaria de Saúde declara guerra ao Aedes aegypti
A secretaria de Estado da Saúde desenvolve uma série de ações para combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. A preocupação aumentou nos últimos dias, com o surgimento dos casos de microcefalia que supostamente teriam ligação com o zika vírus. As atividades estão ocorrendo em parceria com os municípios alagoanos, que também estão em alerta.
Em janeiro deste ano, a Sesau após o registro de casos de zika, em Mata Grande, reforçou as ações com a finalidade de combater o mosquito nos municípios, com equipes indo as cidades para orientar os profissionais de saúde, principalmente os que atuam em campo. No segundo semestre, a partir do registro dos casos de microcefalia, principalmente nos estados nordestinos, sendo a maior incidência em Pernambuco, o Ministério da Saúde alertou para a gravidade da doença, que tem sintomas parecidos com a dengue.
O momento atual requer a participação não só dos gestores públicos, mas de toda sociedade, para eliminar os criadouros do Aedes. E, a Sesau tem mobilizado todos os segmentos, como os profissionais da saúde, os prefeitos dos 102 municípios alagoanos e o Ministério Público Estadual, para auxiliar nas questões jurídicas.
Um ofício com várias recomendações para os municípios foi encaminhado pela Sesau, para que sejam executadas nos próximos meses ações como a manutenção da regularidade das ações de combate ao vetor, com os agentes indo ao campo, garantir um número adequado desses profissionais, com carga horária de oito horas diárias. E, ainda, assegurar os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).
Ainda de acordo com o documento, a orientação é para que a limpeza urbana seja reforçada, em terrenos baldios, praças e lixões, como também, regularização da coleta do lixo e a organização da rede de assistência à saúde do município. A Sesau também vem contribuindo com ações a partir do uso do carro fumacê em cidades que estão em situação epidêmica e realizando capacitações com a participação de médicos, enfermeiros e agentes de combates a endemias.
De acordo com a gerente de Vigilância Epidemiológica, Cleide Moreira, os agentes comunitários terão a função de orientar a população a eliminar os criadouros do mosquito. A participação da comunidade é fundamental, porque muitos, apesar de serem orientados, continuam com algumas práticas, que contribuem para o desenvolvimento das larvas.
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