Peixe-boi entra em depressão e é transferido para AL
O maior reprodutor Peixe-Boi do Brasil criado em cativeiro entrou em depressão depois de ter sido separado das fêmeas com as quais convivia no oceanário da Ilha de Itamaracá, em Pernambuco. Para tentar tratar o problema, o animal foi transferido para um recinto de adaptação no leito do Rio Tatuamunha, na cidade de Porto de Pedras, no Litoral Norte de Alagoas.
Netuno, como foi batizado, tem 25 anos e pesa mais de 420 quilos. Ele foi transferido através do Centro de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e passará o resto da vida em Alagoas numa espécie de retiro.
O peixe-boi precisou ser separado das fêmas para conservação da espécie, como explica a chefe da CMA, Fabíola Luna. "Não podíamos deixar Netuno junto com as fêmeas pois isso poderia gerar filhotes com problemas devido ao alto grau de consaguinidade. Ele, inclusive, já reproduziu com uma das filhas dele", assinala Fabia.
"Se não tomássemos essa medida, com o passar do tempo, a população de peixes-bois poderia se extinguir por si só por defeitos genéticos. Exemplos disso são machos sem qualidade de esperma ou fêmeas que não conseguem cuidar dos filhotes", acrescenta a especialista.
A transferência foi pensada para tratar da saúde de Netuno. Em Pernambuco, ele vivia em uma piscina. Já em Alagoas ele viverá em um ambiente natural, com condições semelhantes a de um mangue.
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