Justiça bloqueia Estado para compra de remédios
A justiça alagoana ordenou o bloqueio parcial da Conta Corrente do Estado de Alagoas a fim de garantir o tratamento adequado para pacientes com Alzheimer pelo período de dois meses. A medida foi tomada após pedido protocolado pela Defensoria Pública do Estado, através do Núcleo de Direitos Difusos, Coletivos e Humanos, já que o Estado vinha descumprindo decisão judicial que ordenava a regularização da distribuição dos medicamentos desde agosto de 2015.
A decisão, que foi concedida no dia 18 de dezembro, determina que o estado conceda os medicamentos no prazo de dez dias, a contar com a data de intimação, que ainda não havia acontecido até a manhã de hoje. De acordo com a Defensoria Pública, mais de seis mil pacientes com Alzheimer sofrem há seis meses com a falta dos medicamentos Rivastigmina (Exelon Patch – adesivo transdérmico) e memantina.
O pedido protocolado pelo Defensor Público Ricardo Melro, exigia o bloqueio das contas do Estado para a compra de medicamentos suficientes para o período de seis meses. Porém, a juíza Maria Ester Fontan Cavalcanti Manso acatou parcialmente a solicitação no final de dezembro e ordenou o bloqueio da Conta Corrente do Estado de Alagoas para a retirada de R$ 741.294,00, o que equivale ao valor de compra dos medicamentos para o período de 02 meses, conforme orçamento apresentado pela Defensoria. A decisão nomeou a Secretária de Estado da Saúde, Rosângela Wyszomirska como responsável pela aquisição dos medicamentos.
“Isto está virando uma regra. E não estou falando só de Alzheimer. O Estado tem que se organizar porque o povo não pode ficar sem tratamento. Se acontece a judicialização é consequência dessa falha dos serviços. Eles precisam reabastecer estas farmácias, caso contrário, vamos encher o judiciário de processos”, pontua o Defensor Público Ricardo Melro, coordenador do Núcleo de Saúde.
Esperança
Para a cuidadora Aurelita Veloso dos Santos, a nova decisão renovou suas esperanças, o pai dela, Severino dos Santos, não recebe o medicamento Excelon Pach há mais seis meses. “Procuramos a farmácia e sempre recebemos não como resposta, enquanto isso meu pai sofre e nós sofremos também, sem o remédio ele fica agitado, violento e se recusa a comer, espero que dessa vez a justiça seja feita, pois assim como eu muitos já não tem de onde tirar o dinheiro para pagar o medicamento que custa mais de R$ 600, 00 por mês”, conta.
Últimas notícias
Débora do Batom não violou tornozeleira, diz secretaria de presídios
Justiça determina inclusão de vagas para PcDs no concurso da PMAL
Polícia aguarda laudo para avançar na investigação de morte por intoxicação
Criança prende a mão em porta de escritório e é socorrida por populares
Jovem fica ferida ao sofrer acidente de trânsito em Palmeira dos Índios
Em manifestação escrita, Flávio Bolsonaro nega ter caluniado Lula
Vídeos e noticias mais lidas
MP sugere caminhões frigoríficos para armazenar corpos de vítimas da Covid-19
Nova lei reorganiza efetivo da PM de Alagoas; entenda o que muda
Governo de Alagoas entrega restauração da rodovia AL-105 em julho
PM da Rotam é encontrado morto em apartamento na Pajuçara, em Maceió
