Defensoria Pública/AL pede interdição de Delegacia
O juiz de direito da Vara Única de Capela Carlos Aley Santos Melo decidiu, ontem, pela realização de audiência prévia de justificação e inspeção judicial na qual o Estado ficará obrigado a se posicionar sobre a situação da Delegacia de Capela.
Na semana passada, a defensora pública Lidiane Khristine Rocha Monteiro ingressou com uma Ação Civil Pública (ACP), contra o Estado de Alagoas, pedindo a interdição da Delegacia, o motivo seria a falta de estrutura do local, que no momento tem abrigado presos provisórios.
O pedido da defensoria tomou como base o relatório do Corpo de Bombeiros Militar do Estado e da Vigilância Sanitária do Município, segundo o qual a Delegacia de Capela não dispõe de estrutura física adequada para custodiar os presos, pois as celas possuem espaço reduzido - estando duas destas interditadas, e não possui carceragem separada para acomodar mulheres e adolescentes, que acabam alojados nos corredores da delegacia.
O relatório aponta ainda que não há espaço adequado para o preparo das refeições e a sua conservação, bem como a ausência de um local para atendimento médico e visita íntima. Segundo o Corpo de Bombeiros, o que existe são improvisos nas instalações elétricas nas celas, aumentando, assim, o risco de incêndio. Além disso, não há local adequado para contato direto e privado entre o preso e seu advogado/defensor público.
Na ação, a defensora pública apontou para a ilegalidade da situação, visto que todos os detidos provisoriamente deveriam estar recolhidos em estabelecimento adequado para tal finalidade e apontou para a situação dos policiais locais, que são desviados de suas funções para vigiar a carceragem lotada.
“O preso provisório deve ser encaminhado para um local adequado e não nas dependências da Delegacia de Polícia Civil, onde estão amontoados sem as mínimas condições de salubridade, em situação deplorável, degradante, em flagrante lesão ao princípio constitucional do respeito à dignidade humana. Por outro lado, vemos que a esdrúxula situação tem consumido a quase totalidade dos recursos materiais e humanos da Polícia Civil, cujos policiais são desviados de função para vigiar a carceragem lotada e transportar presos para atendimento médico e audiências judiciais”, disse.
A defensora também pediu para que os novos custodiados de Capela sejam transferidos para estabelecimentos prisionais adequados administrados pela Administração Penitenciária do Estado de Alagoas; que seja apresentado pelo Estado dentro de 30 dias plano de transferência de todos os presos que atualmente já estão custodiados na delegacia a ser implementado gradativamente nos 3 meses seguintes; a elaboração de laudo por técnico para que seja averiguada a carga elétrica utilizada nas dependências da delegacia; a elaboração de laudo para rede de distribuição hidros sanitárias; a elaboração de Projetos arquitetônico, elétrico, hidros sanitários e de Segurança contra Incêndio e Pânico.
A defensora requereu a aplicação de uma multa diária de R$ 5 mil para o caso de descumprimento (parcial ou total) do provimento jurisdicional, por cada novo preso que seja indevidamente custodiado no local.
Últimas notícias
Laboratório OxeTech Penedo abre inscrições para cursos gratuitos de tecnologia
Justiça condena policiais envolvidos em homicídio e ocultação de cadáver de Davi da Silva
Programa Planta Alagoas beneficia 600 agricultores familiares de Penedo
Câmara Municipal empossa mais sete servidores aprovados no concurso público de 2024
Leonardo Dias denuncia possível greve na Saúde: “infelizmente, não me surpreende”
Jovem suspeito de tentativa de homicídio morre em confronto com a polícia em Colônia Leopoldina
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Estudantes se formam na Uninassau Arapiraca e descobrem que curso não é reconhecido
Com avanço das obras, novo binário de Arapiraca já recebe sinalização e mobiliários urbanos
