Sindjus/AL realiza ato público contra os 10 anos sem reajuste
O Sindicato dos Servidores do Judiciário Federal e do MPU em Alagoas (Sindjus-AL) realizará ato público, em frente ao prédio das Varas do Trabalho, a partir das 9 horas, nesta quinta-feira (25), contra os dez anos sem reajuste salarial. A manifestação faz parte do Dia Nacional de Lutas, definido pela Fenajufe, e marcará o início da mobilização dos servidores do Judiciário Federal e do MPU por reajuste salarial, por condições dignas de trabalho e contra o ajuste fiscal do governo Dilma.
No ano passado, a categoria passou quatro meses de greve pela recomposição salarial através da aprovação do PLC 28/2015. Mas, diante da manutenção do veto 26/2015 e do impasse dos poderes Judiciário, Executivo e Legislativo, os servidores continuam sem o reajuste salarial.
Na manifestação, os servidores reivindicarão reajuste salarial, contra a precarização do serviço público, a exemplo do corte do orçamento da Justiça do Trabalho, que está inviabilizando o funcionamento da justiça. No TRT/AL, o impacto do corte foi de R$ 6,8 milhões. A administração do órgão realiza uma série de medidas (redução do número de terceirizados, a redução de despesas com água, telefonia, material de consumo, entre outros), que afetam a prestação jurisdicional aos trabalhadores, os quais mais precisam da justiça trabalhista nesse momento de crise econômica.
Com perdas salariais acumuladas há dez anos, o poder de compras da categoria foi reduzido mais da metade em comparação com junho de 2006 - última revisão do Plano de Cargos e Carreiras. Estudo do economista Washington Luiz Moura Lima mostra que, de junho 2006 até dezembro de 2015, a inflação chegou a 79,01% e as reposição salarial foi de 15,76%, e os servidores acumulam perdas de 54,63%.
Na luta pela recomposição salarial, a Fenajufe propõe melhorias no PL 2648/2015, que trata da reposição da categoria, como o encurtamento do prazo de implementação do reajuste, retirada do artigo que prevê a absorção dos 13,23% e extensão administrativa da incorporação. O projeto tramita na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados, em regime de prioridade e em caráter conclusivo. Esse PL já foi aprovado na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP). A Federação reivindica que o PL passe para o regime de urgência.
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