Escolas públicas e privadas devem participar da Base Nacional Curricular
A Secretaria de Estado da Educação (Seduc), junto com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), convoca as escolas e instituições de ensino públicas de todas as esferas e as da rede privada a contribuírem com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), programa elaborado pelo Ministério da Educação.
As escolas têm até o dia 15 de março para contribuírem. Alagoas está entre os estados que menos participaram até o atual momento. Na rede estadual, das 319 unidades de ensino, 237 se cadastraram e 190 confirmaram o cadastro. Das 2.408 escolas municipais de Alagoas, 732 efetuaram o cadastro e 577 confirmaram. Na rede privada, das 605 escolas reconhecidas pelo MEC, apenas 12 concretizaram o cadastro. Já das 16 instituições federais, nenhuma se cadastrou.
O superintendente de políticas educacionais da Seduc, Ricardo Lisboa, explica que a confirmação de cadastro não quer dizer que a instituição contribuiu. “É de suma importância que todos participem e contribuam, afinal de contas não há como discutir Base Nacional Comum Curricular se as escolas que fazem a base curricular não discutirem, não interagirem sobre o que está sendo ensinado aos nossos jovens”, explica.
O documento está disponível no site www.basenacionalcomum.mec.gov.br e é dividido pelas áreas de conhecimento (Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas) e por áreas do sistema educacional (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio). A escola vai poder concordar, discordar e sugerir modificações para cada temática.
O dirigente da Undime, Josafá Campos, explica que “é uma oportunidade única de opinar e discutir a base curricular nacional e propor mudanças, analisar e fazer todas as observações a contribuir com um referencial de base que deve ser seguido em todo país”.
Conselho Nacional de Secretarias de Educação
A secretária executiva da Seduc, Laura Souza, é a representante Alagoas na reunião do Consed [Conselho Nacional de Secretarias da Educação], realizada em Brasília, nesta quarta-feira (2). Um dos assuntos em pauta é a Base Nacional Curricular, proposta pelo MEC em setembro de 2015.
Segundo o secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, Manuel Palácios, dos 10 milhões de contribuições à base curricular, mais da metade foi produzida por escolas públicas. O gestor ressalta que as controvérsias que o documento produz são fundamentais para se avançar na educação.
“Nada mais importante para o progresso da educação brasileira do que a busca da convergência e do compromisso público, entre tantas e diferentes crenças e orientações intelectuais da sociedade, sobre quais são os conhecimentos e as competências que todos os brasileiros devem ter a oportunidade de aprender e desenvolver”, conclui.
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