Juizado da Mulher realiza mutirão de audiência
Foi iniciado nesta segunda-feira (7) um mutirão do Juizado da Mulher com o objetivo de dar celeridade aos processos de violência doméstica em Arapiraca. Serão 74 audiências sobre casos de agressões contra mulher na cidade.
Em entrevista ao programa Comando Geral (Novo Nordeste AM), o juiz responsável pela ação da Justiça, José Miranda, falou sobre os casos mais recorrentes na Capital do Agreste.
"É necessário dar celeridade a esse tipo de processo, pois uma mulher é agredida a cada seis segundos no Brasil. Infelizmente os números que o Juizado tem estão muito abaixo dos que verdadeiramente correspondem a quantidade de agressões em Arapiraca", disse.
Segundo o magistrado, a maioria das mulheres agredidas ainda não presta queixa. "Os motivos para não realizar as denúncias são os mais diversos. Os mais frequentes são por dependência financeira, familiar, afetiva e por medo", explicou.
Em Arapiraca, os principais casos de agressão contra a mulher estão relacionados a violência sexual, econômica, física e psicológica. "Vivemos em uma estrutura social bastante machista, onde a mulher casada é obrigada a satisfazer os desejos sexuais com o marido", disse o juiz.
Durante as audiências, a maioria dos acusados culpabilizam o uso de bebidas alcoólicas para as agressões, o que pode piorar ainda mais a situação da defesa. Para o magistrado, quando o agressor alega que só bateu porque estava bêbado ele está confessando que agiu com irresponsabilidade, o que prejudica ainda mais sua situação.
O mutirão seguirá até esta sexta-feira (11).
Edições anteriores
A campanha é coordenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A primeira edição da Justiça pela Paz em Casa ocorreu de 9 a 13 de março de 2015, quando foram realizadas 782 audiências em Alagoas. Já na segunda edição, de 3 a 7 de agosto, foram julgados na Capital 41 processos que tramitavam no Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
A terceira foi entre os dias 30 de novembro e 4 de dezembro e pautou 120 audiências em Maceió, 120 em Arapiraca e sete na Comarca de Maravilha. Além de audiências, também foram realizados júris populares na Capital e no Interior do Estado. A força-tarefa é coordenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
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