Audiência pública em Arapiraca discute dívida rural
Na manhã desta segunda-feira (21) foi realizada a 1ª Audiência Pública sobre o endividamento rural no Nordeste. O evento que foi realizado no Clube dos Fumicultores, em Arapiraca, reuniu milhares de pequenos agricultores e lideranças políticas de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.
O objetivo da audiência é preparar um relatório com a difícil situação dos pequenos agricultores vivenciada pela seca vivenciada nos últimos anos que agravou ainda mais a situação financeira impedindo a quitação dos débitos.
No final do ano passado por meio da Medida Provisória 707, o governo federal suspendeu até dezembro de 2016 a cobrança das dívidas dos agricultores do Nordeste. O governo justificou a ampliação do prazo para quitação das dívidas para que os agricultores pudessem se organizar financeiramente sem que seus débitos fossem enviados para cobrança judicial.
O deputado Marx Beltrão (PMDB/AL) que é o relator da comissão mista que analisa a dívida dos produtores rurais disse que há mais de vinte anos os agricultores esperam a aprovação da Medida Provisória 707.
“Há cerca de 20 anos os pequenos agricultores tentam resolver os problemas financeiros com dívidas com Banco do Nordeste e Banco do Brasil. Somente em Alagoas 7 mil agricultores tiveram a execução judicial de suas dívidas e as propriedades estão indo a leilão” , afirmou Beltrão.

A aprovação da MP 707 vai dar uma oportunidade de resolver esse problema que atinge mais de 700 produtores em todo o Nordeste.
O senador Fernando Bezerra Coelho (PSB/PE ) disse que está havendo uma mobilização em vários estados do Nordestes para que seja um construído um relatório mostrando toda a dificuldade vivenciadas pelos agricultores familiares.
O vereador por Palmeira dos Índos , Julio César (PSB) afirmou que os juros altos das dívidas bancárias e a ameaça constante da execução das dívivdas pelas instituições financeiras tem atormentado milhares de agricultores.
“Espero que a medida provisória ajude aos bancos e aos agricultores chegarem a um entendimento. Para que não só haja o perdão das dívidas como também novas linhas de crédito para o produtor continuar trabalhando e dessa forma evitaro êxodo rural”, afirmou o vereador.
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