Adesão ao plano de auxílio fiscal econimizará R$ 23 milhões a AL

Um plano de auxílio fiscal propõe um prazo adicional de 20 anos aos Estados e o Distrito Federal no pagamento da dívida com a União. Encabeçado pelo governo federal, o projeto de lei promete efeitos extensivos às economias estaduais, inclusive à alagoana, que já espera uma contenção mensal de R$ 23 milhões nos gastos com receitas previstas para o ano de 2016. O resultado é ainda mais expressivo quando se comparado aos R$ 55 milhões pagos atualmente pelo Estado.
Extensivo a todo o país, o pacto de alivio fiscal foi destaque em publicação do jornal Valor Econômico, na quarta-feira (30), apontando Alagoas como um dos exemplos de estado que optou pela adesão integral à proposta de renegociação da dívida. Em expectativa a aprovação em lei do projeto pelo Congresso Nacional, o secretário de Estado da Fazenda, George Santoro, avaliou como principal ganho da redução de despesas a retomada de investimentos, sobretudo, na área da saúde.
“O segmento da saúde é a nossa grande prioridade. Alagoas está há dez anos sem criação de leitos hospitalares no setor público e com esta redução mensal conseguiremos aliviar a economia e dar mais fôlego aos investimentos de diferentes áreas. Em 2015, já tivemos uma relevante conquista ao reverter o déficit primário de R$ 278,9 milhões do ano anterior para um superávit de R$ 530 milhões”, pontua George Santoro.
Com a participação no plano de auxílio fiscal, o secretário ressalta ainda que Alagoas deve superar os gastos previstos de R$ 150 milhões com os repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE). A estimativa é que, apenas para este ano, haja uma queda nominal de 5% na receita do FPE em relação ao ano de 2015. Outro ponto que somará a atenuação econômica do Estado é a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que deve subir 8% em termos nominais.
Plano de auxílio
Além de proporcionar um alongamento de 20 anos para o pagamento das dívidas dos Estados e Distrito Federal com a União, o plano de auxílio também estabelece um alongamento em dez anos do déficit dos Estados com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Outra sugestão da proposta de lei é oferecer 40% de desconto na prestação mensal da dívida com a União durante os primeiros 24 em meses, que em contrapartida exigem medidas rigorosas aos estados adeptos como a não concessão de aumento salarial aos servidores.
Uma vez aprovada em lei pelo Congresso Nacional, o projeto apresentará efeitos apenas a partir da assinatura dos aditivos contratuais pelos Estados beneficiados.
Últimas notícias

Criado há três meses, 'Luau do Sipá' conquista multidão ao som de boa música na orla de Maceió

Prefeita Ceci marca presença no Workshop Masterop Travel 2025 para fortalecer o turismo em Atalaia

Deputada Cibele Moura volta a assumir presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da ALE

Audiência mantém impasse sobre Faixa Verde na orla da Ponta Verde, em Maceió

Defeito no ar-condicionado causou mal-estar em crianças dentro de ônibus escolar

Motociclista derrapa em óleo na pista e colide contra carro no Centro de Maceió
Vídeos e noticias mais lidas

Alvo da PF por desvio de recursos da merenda, ex-primeira dama concede entrevista como ‘especialista’ em educação

12 mil professores devem receber rateio do Fundeb nesta sexta-feira

Filho de vereador é suspeito de executar jovem durante festa na zona rural de Batalha

Marido e mulher são executados durante caminhada, em Limoeiro de Anadia
