Peritos criminais padronizam procedimento para coleta de digitais em locais de crime
O Instituto de Criminalística de Alagoas (IC) passará a adotar, a partir do próximo mês, um procedimento único para a aplicação da datiloscopia em casos de crimes contra a vida e contra o patrimônio. O novo método de trabalho adotado pelos peritos alagoanos permitirá maior agilidade e eficiência na identificação de autores de delitos dessa natureza.
O perito alagoano Victor Cavalcante explicou que a datiloscopia é a ciência que examina as impressões digitais por meio de levantamento, revelação e confronto, para identificação de possíveis suspeitos, que poderão ser indiciados em inquérito policial, conforme prevê a legislação vigente.
Além do procedimento padrão, a direção do IC instalou um terminal com a tecnologia AFIS — Automated Fingerprint Identification System (Sistema de Identificação Automatizada de Impressões Digitais), que permite o acesso ao arquivo de banco de dados civil e criminal do estado.
“Observamos que cada perito utilizava um tipo de técnica e que havia a necessidade de buscar um procedimento padrão para a datiloscopia e a revelação de impressão digital. Unificar esses métodos e transformá-los em um único processo permitirá aos peritos de local de crime atuar de forma ágil e com maior eficiência na resposta à criminalidade”, afirmou o perito.
Para montar e passar a utilizar esse procedimento operacional, os peritos de Alagoas contaram com a experiência da perita criminal do Estado da Paraíba, Gracinete Duarte, especialista em Identificação Humana e Local de Crime, instrutora e coautora de diversos livros na área de datiloscopia criminal. Segundo Gracinete Duarte, o treinamento teórico e prático realizado no IC possibilita o aprimoramento das técnicas dos peritos criminais alagoanos.
“A papiloscopia de local de crime é muito importante porque é um trabalho rápido, de fácil resolução e de baixo custo. Hoje, em mais de 80% desses locais examinados, o perito consegue localizar impressões digitais ou fragmentos que, quando coletados, poderão ser analisados e confrontados, quando houver um suspeito, confirmando a autoria do crime.” Afirmou Duarte.
A perita ainda explicou que, mesmo sem um suspeito, é necessário a coleta da digital porque, se futuramente, após a investigação inicial, aparecer um suspeito, o material estará pronto para a realização do confronto para confirmar a autenticidade das digitais.
Gracinete Duarte destacou que, como Alagoas possui um arquivo criminal e civil digital próprio, os resultados sairão com maior rapidez, garantindo um melhor desempenho das atividades desenvolvidas pela perícia criminal do Estado.
Últimas notícias
Polícia invade campo e prende jogador de futebol amador acusado de roubo
PT aciona TSE contra Flávio Bolsonaro por vídeo com IA e alega propaganda antecipada
Arthur Lira visita Instituto IZM, recebe apoio de Zé Márcio Filho e Lelo Maia ao Senado e destaca trabalho social da entidade em Maceió e Alagoas
Servidor que amputou o próprio pé alegou que perdeu membro em sequestro
[Vídeo] Mãe emociona ao sair de joelhos com filho que passou 34 dias na UTI
Polícia prende três suspeitos de ocultar provas em caso de jovem lançada sem cordas em rope jump
Vídeos e noticias mais lidas
Profissionais de saúde são contratados para substituir doentes por covid-19
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Corpo é encontrado em estado de decomposição em Teotônio Vilela
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
