Prefeitura de Ouro Branco é multada por manter bombas de combustível clandestinas
O município de Ouro Branco foi multado em R$ 300 mil por fazer funcionar um posto de combustível clandestino no terreno destinado a garagem da prefeitura. O flagrante foi feito pela Fiscalização Preventiva Integrada do São Francisco (FPI), na tarde dessa sexta-feira (13). Além do falta de segurança gerada pelo improviso, o serviço de mecânica realizado no local está contaminando o solo, o que pode levar a contaminação do lençol freático.
São duas bombas instaladas sobre um degrau de cimento e cobertas com apenas duas telhas de alumínio, uma para cada equipamento. Elas armazenam gasolina e óleo diesel e os tanques que recebem esses combustíveis estão a céu aberto, apenas rodeados de uma parede baixa e que tem um buraco para escoamento, caso haja um vazamento. Isso mesmo, o combustível que escapa dos tanques pode ir diretamente para o solo.
A situação absurda foi encontrada na garagem da prefeitura de Ouro Branco, que, teoricamente, deveria guardar apenas a frota do município. Porém, o que a FPI constatou foi um espaço adaptado para servir de ponto de abastecimento para os carros dos órgãos públicos. Segundo o IMA, o risco de explosão é eminente em função dos vazamentos encontrados e por estar o local em desacordo com as normas técnicas e a legislação ambiental.
Uma dessas normas técnicas exige a construção de uma ilha de abastecimento, que teria que possuir uma calha para conter e conduzir quaisquer tipos de resíduos para uma caixa separadora de água e óleo.
Óleos contaminam o solo
Na garagem também é feito o serviço de mecânica da prefeitura de Ouro Branco. Em vários locais do terreno podia-se ver embalagens e manchas de óleo no chão. De acordo com o Ibama, essa é uma prova real da contaminação do solo, o que acaba por prejudicar a qualidade da água que é retirada do lençol freático e, que por conseguinte, é oferecida à população.
A fiscalização constatou ainda que o acondicionamento do óleo que sai dos veículos oficiais é feito também de forma a contrariar as especificações previstas nas normas legais. O óleo era guardado em tonéis sem qualquer proteção e que ainda deixava derramar o produto no solo.
Penalidades aplicadas
O secretário de Obras e Transportes de Ouro Branco, José Cardoso, foi encaminhado à delegacia regional de Santana do Ipanema para prestar esclarecimentos sobre os crimes ambientais praticados pelo município.
O IMA interditou as bombas de combustível e lavrou três autos de infração. O primeiro foi por falta de licença ambiental, o segundo, pelo fato da prefeitura lançar substâncias oleosas no solo em desacordo com as exigências estabelecidas em lei ou atos normativos e, o terceiro, pela destinação inadequada dos resíduos gerados. As multas somaram quase R$ 300 mil.
O Ibama também fez uma autuação pela falta do CTF - Cadastro Técnico Federal. A multa, que tem caráter administrativo, teve o valor de R$ 9 mil.
Já o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), por causa do flagrante de crimes ambientais, conduziu o secretário José Cardoso à delegacia para que ele pudesse dar as explicações necessárias às autoridades da Polícia Civil. Praticar poluição ambiental que cause dano à saúde humana é crime e prevê pena que pode variar de um a quatro anos de detenção.
Últimas notícias
Jovens em cumprimento de medidas socioeducativas são capacitados para o primeiro emprego
Condenação passa de 23 anos em ação do MPAL contra esquema em Arapiraca
Alcolumbre mantém votação de quebra de sigilo de Lulinha por CPMI do INSS
Vereadores exigem punição rigorosa à Braskem e cobram indenizações justas para famílias afetadas pela mineração
Caminhão tomba em São José da Laje e motorista é socorrido com dores no braço e na costela
JHC inaugura primeiro Gigantinho bilíngue da história de Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
