Medida Provisória não aumenta recursos federais para creches
Recentemente, o governo federal divulgou a Medida Provisória (MP) 729/2016. No texto, o órgão afirma que a medida “garante apoio financeiro às prefeituras que ampliarem o número de matrículas em creches para crianças de 0 a 48 meses, vinculadas ao Bolsa Família ou que tenham aumentado a cobertura de crianças beneficiárias do Benefício de Prestação Continuada (BPC)”. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) reforça sua posição contrária à MP.
A entidade lembra os gestores municipais que a Medida é uma reedição da MP 705/2015, com poucas alterações. Essa última alterou a Lei 12.722/2012, que trata das transferências obrigatórias da União aos Municípios e Distrito Federal destinadas à manutenção e desenvolvimento da educação infantil para atendimento em creches de crianças de zero a 48 meses, cadastradas no Censo Escolar e de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família (PBF).
Outro ponto importante é que a MP 705/2015 restringiu o número de prefeituras e de crianças beneficiadas com esses recursos federais, e também reduziu o valor repassado por criança matriculada nas creches. Segundo o texto dessa MP, o valor por criança, antes equivalente a 50%, passou a ser de até 50% do valor anual mínimo nacional por aluno para a educação infantil do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
Além disso, o número de crianças a serem beneficiadas passou a depender de metas de ampliação do atendimento, não sendo mais dirigido para a totalidade das crianças de zero a 48 meses matriculadas em creches e de famílias beneficiárias do Bolsa Família.
Impacto para os Municípios
Com base na Lei 12.722/2012, essas transferências federais foram realizadas nos anos de 2013, 2014 e 2015. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em 2014 foram beneficiados 4.882 Municípios e 580 mil crianças de creches municipais. Os dados de 2015 não estão disponíveis, porque houve atraso nesses repasses, nem os dados de 2016, com as reduções decorrentes da MP 705/2015.
A Confederação estima que a redução provocada pela MP 705/2015 deve ser em torno de 2,2 mil Municípios e 200 mil crianças.
Alerta municipal
Como alerta a CNM, a novidade apresentada pela MP 729/2016 – inclusão no programa também das crianças matriculadas em creches e beneficiárias do Benefício de Prestação Continuada (BPC) – não irá compensar essa redução. Isso porque existem hoje 20.987 pessoas com deficiência beneficiárias do BPC, com idade entre zero e 4 anos e 11 meses, em todo Brasil.
“Se o pacto federativo efetivamente é prioridade do atual governo, medidas como essa são incompreensíveis e inaceitáveis”, afirma o presidente da entidade, Paulo Ziulkoski.
Últimas notícias
Lula defende acabar com fundo eleitoral para Brasil ter "política sadia"
Thaís Canuto herda cobrança por hospital fechado na gestão do pai em Pilar
Renan Filho reúne multidão na orla de Maceió e campanha estima público de 80 mil
Orla de Maceió vira palco de grande ato de JHC na reta final da eleição
Bill Gates alerta que IA pode causar 'um bilhão de mortes' e defende legislação para a tecnologia
Dino derruba decisão de Mendonça e libera posts sobre Nossa Senhora
Vídeos e noticias mais lidas
Merendeira é homenageada por equipe de escola em despedida
Ajustes no texto adiam votação da MP que acaba com a chamada taxa das blusinhas
Prefeitura inscreve para a segunda Consulta Pública do Plano de Mobilidade Urbana
Confira o que abre e fecha em Alagoas no feriado desta quarta-feira (16)
