Empreiteira diz que Sérgio Cabral cobrou propina em obras da Copa do Mundo
O ex-diretor-presidente da empreiteira Odebrecht, enrolada na Lava Jato, afirmou em delação premiada que o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) cobrou propina em obras para a Copa do Mundo, como a reforma do estádio Maracanã e a ampliação do metrô. O delator está preso desde fevereiro por suspeitas de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras.
Funcionário há mais de 30 anos da Odebrecht, Silva Júnior apareceu também nas mensagens recuperadas do ex-presidente do grupo, Marcelo Odebrecht, preso há um ano. Segundo apurações, ele era o executivo responsável por fazer os contatos políticos em nome da empresa.
De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, divulgada nesta quarta-feira (22), o ex-executivo vai dizer, também, que Cabral cobrava o pagamento de 5% do valor total dos contratos das obras.
Dose dupla
O nome de Sérgio Cabral já havia aparecido em planilhas da Odebrecht apreendidas pela Polícia Federal, em março, na casa do próprio Silva Júnior.
Os documentos indicariam que o ex-governador fluminense teria se beneficiado com R$ 2,5 milhões em propina pagos pela empresa em razão de obras da linha 4 do metrô.
Ele nega
O ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) disse à Folha, por meio de nota enviada pela assessoria, que manteve "relações institucionais" com a Odebrecht e que manifesta "indignação e repúdio ao envolvimento de seu nome com qualquer ilicitude". Cabral tabmém negou que tenha cobrado "contribuição" a Benedicto Barbosa Silva Júnior,
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