Proposta tenta proibir consumação mínima em bares e casas noturnas
A cobrança de consumação mínima em bares, casas noturnas e festas pode ser proibida em todo o país. Esta é a intenção de um projeto de lei que está em avaliação na Câmara.
O deputado Leonardo Quintão, do PMDB mineiro, foi o relator da proposta na Comissão de Defesa do Consumidor, onde já foi aprovada. Ele considera abusiva a cobrança, comum em estabelecimentos e eventos noturnos. Também diz que é uma espécie de "venda casada", porque a consumação mínima é um ingresso disfarçado, mas que obriga a pessoa a consumir produtos, mesmo que não concorde com os preços ou não queira comprar nada. Por isso, Leonardo Quintão defendeu o projeto:
"Não impor um consumo mínimo. O cidadão tem que ter a liberdade de fazer o seu consumo mediante o seu desejo, e não ser obrigado a consumir o que ele não quer. E não consumindo, pagando o valor de consumo mínimo."
A proposta ainda proíbe a chamada transferência de responsabilidade, como explica o autor do projeto, deputado Marcos Rotta, do PMDB do Amazonas.
"Quando Vossa Excelência vai a um estabelecimento comercial e perde a sua comanda, muitas vezes se vê na obrigação de pagar uma espécie de multa. Mas veja que estamos na era da informática e eu acho que transferir essa responsabilidade - que é do estabelecimento - para o consumidor, configura-se como prática abusiva."
Pela proposta, a cobrança de ingresso e couvert artístico continua liberada, mas precisa ser informada ao cliente antes de ele entrar na casa noturna ou festa. O texto determina que quem não cumprir as regras pode receber multa ou até ter o estabelecimento ou evento interditado. O projeto que proíbe consumação mínima e a cobrança por perda de comanda ainda vai ser avaliado pela Comissão de Constituição e Justiça. Se aprovado, pode ir direto para o Senado.
Há 11 anos tramitam na Câmara projetos com objetivo de proibir a consumação mínima. Uma dessas iniciativas foi derrotada porque parlamentares entenderam que a prática já é proibida pelo Código de Defesa do Consumidor. As outras acabaram arquivadas por causa do término dos mandatos. Vale ressaltar que alguns estados já possuem lei específica proibindo a cobrança. Entre eles, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Goiás.
Últimas notícias
Governo de AL divulga edital de R$ 3,76 milhões para quem deseja empreender
OPLIT recupera celular esquecido em veículo de aplicativo na Ponta Verde
Força-tarefa fiscaliza escolas da EJAI e verifica deficiências em Maceió
Colisão entre motocicletas deixa dois homens feridos em Arapiraca
"Salto pro extraordinário", dizia página de empresa de rope jump em Limeira
Prefeitura de Maragogi abre programação da Vila Junina da Gente neste sábado (13) com cultura, tradição e muito forró
Vídeos e noticias mais lidas
Profissionais de saúde são contratados para substituir doentes por covid-19
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Fernando Barbosa, fundador do tradicional Bar do Caldinho, morre aos 76 anos em Arapiraca
