O mal do século também atinge atletas
Como a maioria de vocês sabe, fui médico de campo no time do Asa. Certo jogo quando findou a partida um jogador me chamou para olhar seu tornozelo. Não acreditei no que vi; o tornozelo estava completamente edemaciado ( inchado), foi quando perguntei em que período do jogo aconteceu aquilo, pois o mesmo não havia reclamado e foi eleito um dos melhores da partida. Ele me olhou e disse que foi no início do segundo tempo.
Fiquei perplexo e comecei desde então a buscar a compreensão que não somente as características físicas interferiam no rendimento dos atletas, mas outros aspectos mereceriam ser considerados. Pois, mesmo com uma parte física danificada ele conseguiu manter o rendimento.
Muitas vezes as pessoas me encontravam na rua e diziam:
já deu as vitaminas necessárias para os jogadores correrem, em tom de brincadeira e cordialidade. No entanto, a ciência do esporte busca novas fontes de propiciar o desenvolvimento de seus atletas e devemos mergulhar no assunto a fim de elucidar e ajudar nesse desenvolvimento.
Nem sempre o aspecto dos efeitos psicológicos é valorizado, mas o que poucos sabem é que eles podem contribuir para uma sobrecarga de estresse e consequentemente diminuir o rendimento e até aumentar o risco de lesões nos atletas de alto rendimento.
Um projeto desenvolvido pelo Grupo de Estudos e Pesquisa em Psicologia do Esporte da Escola de Educação Física e Esporte da USP, abrangeu quatro esportes: basquetebol, futebol, natação e tênis. Nele, cerca de 500 atletas entre 15 e 19 anos responderam ao Formulário para Identificação de Situações de Estresse, criado especificamente para cada esporte.
Nos quatro esportes estudados, as situações competitivas que causaram níveis mais elevados de estresse foram as seguintes:
– cometer erros que provocam a derrota individual ou da equipe
– auto cobrança exagerada;
– perder jogo praticamente ganho;
– perder para adversário ou equipe tecnicamente mais fraco;
– cometer erros em momentos decisivos;
– erros de arbitragem que prejudicam o atleta ou a equipe;
– companheiro egoísta;
– companheiro que reclama muito;
– companheiro que não se esforça;
– técnico que só critica;
– técnico que não reconhece o esforço do jogador;
– técnico que só enxerga o lado negativo;
– fofocas no grupo;
– inveja;
– diferença de tratamento por parte do técnico.
Com esses dados temos a dimensão de quantas situações podem afetar tanto o individuo quanto um grupo de atletas e muitas vezes não se dá o valor devido neglicenciando bem como tendo isso como uma coisa superfúla e que não cabe no esporte.
Portanto o inverso também pode ser considerado ,uma vez identificados fatores como esses pode – se trabalhar para aumentar a performance promovendo atividades que gerencie tais situações. Atualmente muitas equipes vem tendo sucesso com a implementação de atividades que ajudam os profissionais e atletas a lidarem com essas situações.
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