Pacientes com câncer voltam a ficar sem atendimento por falta de pagamento
Na manhã desta segunda-feira (2), os pacientes que realizam atendimento no setor de quimioterapia e radioterapia do Hospital Chama, em Arapiraca, foram surpreendidos com a notícia de que o serviço havia sido suspenso. A justificativa da direção do hospital para a suspensão do tratamento é a falta do repasse dos recursos por parte do município.
Maria Conceição da Silva percorreu 104 km de Palestina, no Alto Sertão de Alagoas, até Arapiraca com o pai, um idoso de 80 anos, para fazer o tratamento contra o câncer. Ao chegar no hospital recebeu a ingrata notícia.
“Não foi dada nenhuma comunicação prévia e a gente se sente humilhado. Vir de tão longe e o meu pai não pode ficar sem o tratamento.
José Pedro da Silva acompanha a esposa que faz tratamento quimioterápico e afirma que essa mesma situação ocorreu há quinze dias. “Nós chegamos aqui e a direção do hospital afirmou que o tratamento estava suspenso porque o município não repassou o valor dos recursos”, revelou.
José Pedro disse que alguns parentes de pacientes foram até à Secretaria Municipal de Saúde e, após exigir explicação sobre o que estava acontecendo receberam a informação que podiam retornar ao Hospital Chama e realizar o tratamento.
Na manhã desta segunda (5), a situação volta a acontecer e eles ficaram decepcionados pois além de atrapalhar a sequência das sessões de quimioterapia, a suspensão do tratamento abala a autoestima dos pacientes.
A assessoria de comunicação da Prefeitura Municipal de Arapiraca informou que a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) não repassou o pagamento para o Hospital Chama porque houve um atraso no repasse da verba por parte da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau). Mas que já está havendo um entendimento no sentido de resolver o problema.
Já a assessoria de comunicação da Sesau, enviou uma nota de esclarecimento informando que o repasse referente ao mês de agosto já foi realizado. Cabe agora, segundo a nota, que a prefeitura de Arapiraca, faça a transferência para o hospital, já que a saúde é municipalizada e a contratualização do serviço de oncologia é realizada entre a unidade hospitalar e o município.
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