Durante depoimento, segurança municipal confessa que colega atirou em adolescente
Uma operação integrada na madrugada do último sábado (10) resultou na prisão de dois seguranças municipais acusados de envolvimento na morte de um jovem em março deste ano. O crime aconteceu no Bosque das Arapiraca, área central do município.
De acordo com o responsável pela Delegacia de Homicídio de Arapiraca (DHA), delegado Everton Gonçalves, as prisões dos guardas municipais identificados como Davi Ivanildo da Silva Calheiros e Gilmar Vieira Barbosa, foram realizadas em cumprimento a mandados de prisão preventiva expedidos pelo juiz Jandir de Barros Carvalho da 8ª Vara Criminal de Arapiraca.
Ainda de acordo com o delegado, no dia 28 de março deste ano, os seguranças municipais se envolveram em uma confusão com alguns indivíduos no Bosque das Arapiracas, e um deles foi espancado pelos guardas municipais.
Um grupo de jovens que estava jogando bola em frente ao Bosque das Arapiracas se aproximou para acompanhar o que estava ocorrendo. Um desses jovens, José Anderson da Silva do Nascimento, 16 anos, teria tentado interceder pelo jovem que estava sendo espancado.
Ainda segundo as investigações, após o tumulto ter sido encerrado, os dois seguranças municipais, decidiram dar um susto no mesmo grupo de jovens que teria se aproximado para acompanhar o tumulto anteriormente. Os dois passaram de moto e um dele atirou contra o grupo de jovens. O tiro atingiu José Anderson da Silva do Nascimento. Ele foi socorrido até o Hospital de Emergência do Agreste (HEA) e depois de cinco dias não resistiu a gravidade dos ferimentos e faleceu.
Durante a fase de interrogatório, o segurança municipal Gilmar Vieira, negou ter participado do crime, mas aponta que quem realizou o disparo contra o jovem foi o segurança municipal Davi Ivanildo. O acusado ainda não foi interrogado.
O delegado Everton Gonçalves afirmou ainda que após a repercussão do caso, os seguranças municipais que são contratados pelo município, teriam sido orientados a mentir para proteger os colegas envolvidos no caso.
“Vamos investigar e se tal falto for constatado novas prisões pode ser efetuadas”, afirmou o delegado.
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