Representação contra a Câmara Municipal de Major Isidoro tem parecer favorável do MP de Contas
A 2ª Procuradoria de Contas, do Ministério Público de Contas de Alagoas (MPC/AL), emitiu parecer favorável à representação contra a Câmara Municipal de Major Isidoro por não repassar ao Banco Gerador S.A., os valores descontados dos servidores a título de empréstimo consignado.
Posteriormente, o Legislativo Municipal reconheceu o débito e formalizou um “Instrumento Particular de Assumpção de Obrigações e Outras Avenças”, comprometendo-se a pagar o total de R$ 16.865,16, com vencimentos entre 20/11/2013 e 20/8/2014, em dez parcelas de R$ 1.686,52, gerando assim, uma operação de crédito sem autorização da própria Câmara Municipal.
De acordo com a Procuradoria do Banco Central do Brasil, autor da representação, a conduta da Câmara de Major Isidoro pode, em tese, configurar crime de peculato, apropriação indébita e de contratação de operação de crédito sem autorização legislativa, que, por importarem em crimes de ação penal pública, já teriam dado ensejo à devida informação ao Ministério Público do Estado de Alagoas.
A Câmara Municipal firmou convênio com o Banco Gerador S.A., por meio do qual se possibilitaria o desconto em folha de pagamento de parcelas de empréstimos consignados. Segundo a representação protocolada pelo Banco Central do Brasil (BCB), o convênio firmado não foi autorizado pelo próprio Legislativo Municipal.
O MP de Contas determinou várias diligências, dentre elas, que o Banco Gerador informe quais os valores originalmente retidos pela Câmara Municipal, a fim de se verificar se o valor do crédito contratado (R$ 16.865,16) contemplava ou não juros e, eventualmente, multa pelo lapso temporal em que a Câmara se manteve indevidamente com tais recursos. O MPC quer saber também em quais meses eram esperados os pagamentos caso esses tivessem se dado de maneira regular a fim de apurar qual gestor, à época dos fatos, seria responsável pelos atrasos e se o volume indevidamente retido, realmente se manteve como saldo positivo dos cofres municipais.
“Esta última providência se mostra necessária, inclusive, para que se conclua sobre a existência de outros ilícitos que não sejam apenas a contratação de operação de crédito sem autorização legislativa”, pontuou o procurador de Contas, Pedro Barbosa Neto.
Em seu despacho, o procurador pede ainda que a Câmara Municipal seja notificada a prestar esclarecimentos e que seja oportunizado o contraditório em favor das autoridades públicas eventualmente relacionadas.
Últimas notícias
Turistas e ambulantes bloqueiam trânsito na orla da Ponta Verde e DMTT pede apoio da polícia
Jangada com fogos vira no mar e provoca pânico durante Réveillon em Maragogi
Primeiro bebê de 2026 em Alagoas nasce no Hospital da Mulher, em Maceió
Gusttavo Lima faz pocket show surpresa em resort na Barra de São Miguel e encanta hóspedes
Homem morre afogado no Pontal de Coruripe, no Litoral Sul de Alagoas
Bell Marques puxa bloco em Maceió e celebra energia do público no primeiro dia do ano
Vídeos e noticias mais lidas
Policial Militar é preso após invadir motel e executar enfermeiro em Arapiraca
Alagoas registrou aumento no número de homicídios, aponta Governo Federal
Saiba o que a esposa do PM suspeito de matar enfermeiro disse em depoimento à polícia
Estado de Alagoas deve pagar R$ 8,6 milhões a motoristas de transporte escolar
