Aeronáutica aponta que piloto teve desorientação em acidente com Teori
Os técnicos analisaram nesta terça-feira (24) o áudio do gravador da cabine do avião bimotor que caiu e matou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator da Operação Lava Jato, na última quinta-feira (19), em Paraty, no Rio de Janeiro. As investigações preliminares da Aeronática apontam que houve uma desorientação espacial do piloto Osmar Rodrigues. A conclusão final, porém, vai depender ainda da perícia técnica da aeronave, um King Air C90, sobretudo da análise dos dois motores.
De acordo com a avaliação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidente Aeronáticos (Cenipa), até o momento, a desorientação do piloto é a única hipótese em discussão para explicar a causa do acidente. Esse acontecimento ocorre, por exemplo, quando o piloto perde a noção da aeronave em relação ao solo.
As primeiras investigações ainda indicam que, antes da queda, o bimotor sobrevoava entre um teto de 150 a 200 pés (40 a 60 metros) - altitude próxima ao mar de Paraty. Segundo avaliação de um técnico, o piloto 'ciscava' na tentativa de encontrar uma brecha para pousar no aeródromo da cidade.
Piloto menciona chuva e não relata falhas
Segundo peritos da aeronáutica, a gravação do áudio do avião que levava o ministro Teori indica que não houve relatos de problemas na aeronave antes do acidente. A análise preliminar dos dados não aponta qualquer anormalidade nos sistemas da aeronave, segundo o Cenipa.
Os registro da cabine apontam que o piloto Osmar Rodrigues conversou com outros pilotos que voavam na região. Em um dos diálogos, Osmar relata que vai esperar a chuva diminuir antes de pousar. Pouco depois, a gravação é interrompida, segundo análise preliminar.
Ainda de acordo com a publicação, na avaliação dos técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes (Cenipa), o piloto pode ter perdido o controle da aeronave, levando ao choque com a água. Porém, o áudio não explica muito bem o que aconteceu.
Na noite dessa segunda-feira, a Aeronáutica confirmou que os técnicos conseguiram ouvir o conteúdo das gravações da cabine do avião, mas as informações não foram divulgadas, já que a Justiça Federal decretou sigilo sobre as investigações.
O aparelho foi danificado ao entrar em contato com a água, mas os danos não foram tão graves a ponto de impedir as investigações e os técnicos conseguiram recuperar os últimos 30 minutos de conversa na cabine do avião.
Nesta terça-feira, 24, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal vão ouvir depoimentos de testemunhas que viram o Beechcraft King Air C90GT, prefixo PR-SOM, mergulhar na água perto da Ilha Rasa, no início da tarde do dia 19, em meio a uma tempestade.
Algumas pessoas relataram ter visto fumaça saindo do aparelho, o que não foi confirmado por outras. Muitas recordaram que as condições de visibilidade eram muito ruins. Todas as investigações ficarão a cargo das autoridades federais.
Depoimentos que tenham sido prestados à Polícia Civil do Rio, que também abriu inquérito por determinação do Ministério Público Estadual, deverão ser encaminhados ao inquérito conduzido pela União.
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