Impasse entre feirantes e prefeitura gera discussão sobre dia de feira livre
A feira livre que deu início ao aquecimento da economia do município de Teotônio Vilela, no Agreste de Alagoas, virou alvo de um impasse entre a Prefeitura Municipal e os comerciantes da região.
De um lado, o poder municipal determinava que a feira seria, como sempre foi, realizada aos domingos. Por outro, comerciantes e parte da população preferiam aos sábados.
Para ver na prática como a situação ficaria, a Prefeitura de Teotônio Vilela, com autorização do prefeito João José Pereira Filho, o Joãozinho Pereira (PSDB), estabeleceu um período de seis feiras aos sábados, ocorridas entre dezembro de 2016 e janeiro deste ano.
De acordo com o secretário municipal de Administração, Flávio Francisco Franoli Oliveira, durante o período em que a feira foi realizada aos sábados, a prefeitura realizou uma pesquisa popular aplicada pelo Instituto Ibrape em que o resultado apontou que a população preferiu a manutenção da feira aos domingos.
"Essa pesquisa foi feita porque uma outra pesquisa anterior teve empate técnico de 3% e para acabar com o impasse a prefeitura realizou a pesquisa que favorecia a realização da feira aos domingos", explicou Flávio Oliveira.
Comerciantes e parte da população
No entanto, de acordo com o comerciante Flávio Santana, que há 40 anos a família dele trabalha com empresas em Teotônio Vilela e ele há 18anos de atividades nos setores hoteleiro e de departamentos, a mudança da feira para os sábados seria o ideal para os comerciantes, feirantes e a maioria da população.
O empresário afirmou que foi criada uma comissão do comércio da cidade para disputar o dia ideal para a realização da feira livre de Teotônio Vilela. Flávio Santana afirmou que a decisão municipal está ligada a dois fatores: tradição e política.
"Fizemos a pesquisa e 99% da população aprovou a realização da feira aos sábados por causas trabalhistas, já que as pessoas entenderam que preferem ficar com família aos domingos a trabalhar", ressaltou Flávio Santana.
O comerciante disse que foi lançada a campanha Domingo com a Família para incentivar a mudança da feira na cidade, mas o prefeito resiste em manter a feira livre aos domingos.
Escassez e aumento do preço dos produtos
O secretário de Administração de Teotônio Vilela, Flávio Oliveira, argumentou que a feira realizada aos sábados apresentou escassez e aumento do preço dos produtos. Ele justificou afirmando que comerciantes de pescados e de hortifrutigranjeiros trabalham em outras cidades aos sábados e deixaram de comparecer à feira.
"Observamos durante as feiras aos sábados que faltaram espécies de peixes e hortifrutigranjeiros e com isso alguns produtos por sua escassez tiveram aumento de preço, a exemplo de frango abatido vivo, que só a feira oferece no mercado de Teotônio Vilela", justificou Flávio Oliveira.
O secretário afirmou também que a feira livre da cidade tem seu aspecto cultural e recebe repentistas, literatura de cordel, uma característica regional que acontece apenas aos domingos.
"A população não rejeitou à sua própria história e esse ato das pessoas simples em querer a feira aos domingos é uma atitude fabulosa", disse o secretário de Administração e historiador, autor do livro "Teotônio Vilela - A Terra do Menestrel", Flávio Franoli Oliveira.
Últimas notícias
Bolsonaro volta à prisão na PF após receber alta hospitalar
Primeira-dama e prefeito JHC divulgam programação do Verão Massayó 2026
Turistas e ambulantes bloqueiam trânsito na orla da Ponta Verde e DMTT pede apoio da polícia
Jangada com fogos vira no mar e provoca pânico durante Réveillon em Maragogi
Primeiro bebê de 2026 em Alagoas nasce no Hospital da Mulher, em Maceió
Gusttavo Lima faz pocket show surpresa em resort na Barra de São Miguel e encanta hóspedes
Vídeos e noticias mais lidas
Policial Militar é preso após invadir motel e executar enfermeiro em Arapiraca
Alagoas registrou aumento no número de homicídios, aponta Governo Federal
Saiba o que a esposa do PM suspeito de matar enfermeiro disse em depoimento à polícia
Estado de Alagoas deve pagar R$ 8,6 milhões a motoristas de transporte escolar
