[Vídeo] Saiba quais os riscos de transportar cães soltos em veículos
O feriado do Carnaval leva milhões de carros às estradas e é importante alertar motoristas sobre a importância de transportar corretamente cães em veículos
Para grande parte dos brasileiros, os cães são muito mais do que animais de estimação. Tanto é que no Brasil há mais lares com cachorros do que com crianças, de acordo com os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
São 52,2 milhões desses animais – o segundo maior número do mundo – contra 45 milhões de crianças até 14 anos. Como são considerados membros das famílias, frequentemente estão junto delas pra lá e pra cá, também precisam de atenção dentro dos veículos.
Para destacar os perigos de um cão livre no banco traseiro ou simplesmente separado por uma tela frágil, o Centro de Tecnologia Allianz (AZT), na Alemanha, realizou um teste de colisão usando cachorros de pelúcia com tamanho e peso similares aos animais reais.
As réplicas Bobby e Max foram colocadas dentro do carro e o automóvel dirigido contra a parede. Max atravessou o interior do veículo e se chocou contra o painel. Bobby, o cão menor, permaneceu no banco de trás.
Se um carro bate a velocidade de 40 km/h, um cachorro pode se tornar um projétil perigoso, já que no ar é arremessado pesando 40 vezes mais. Por exemplo, um pastor alemão com 35 quilos pode bater com uma força de 1.400 quilos.
O dano que isso pode causar pode ser simulado à medida que o corpo do cão é lançado contra o painel do carro e, às vezes, para fora, em direção ao para-brisas. Ou seja, pode haver consequências trágicas tanto ao animal quanto aos demais passageiros.
Carona segura
Carsten Reinkemeyer, chefe de Tecnologia e Segurança de Veículos do AZT, recomenda proteger cães de até doze quilos com uma coleira anexada ao cinto de segurança. Os cachorros maiores devem viajar em caixas transportadoras na parte traseira do automóvel, já que podem colidir com o banco da frente se amarrados a coleiras.
As simulações do AZT mostram que prender o cão adequadamente aumentam as chances de que todos ocupantes sobrevivam a uma colisão. Além disso, conter o animal garante que, mesmo aterrorizado, não fugirá do local do acidente ou atrapalhará qualquer serviço de resgate a ser realizado. Ainda, ao prendê-lo com segurança, o motorista mantém seus olhos na estrada e suas mãos ao volante.
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