Ação educativa na orla de Maceió marca início das atividades do Maio Amarelo na capital
Campanha visa conscientizar população sobre a importância de respeitar as leis de trânsito para evitar acidentes
Amarelo é a cor do mês de maio, um sinal de alerta aos prejuízos à saúde decorrentes dos acidentes de trânsito. Para chamar atenção da população, o Hospital Geral do Estado (HGE), promoveu na manhã deste domingo (07), na orla da Ponta Verde, em Maceió. Ambulâncias, helicópteros, viaturas e equipes médicas e assistenciais simularam ações de socorro às vítimas de acidentes e apresentaram como a eficiência no atendimento de urgência e emergência pode salvar vidas.
Valdir Barros, de 53 anos, e Valter Barros, de 27, são ciclistas e pedalaram desde o Tabuleiro dos Martins. Eles afirmaram, após aferirem a pressão arterial e fazerem teste de glicemia, que a ação educativa promovida pelo HGE foi importante para lembrar aos 'atores' do trânsito o quanto um acidente pode ser prejudicial à saúde e ao convívio social.
"Somos ciclistas e temos muito medo, principalmente dos ônibus que passam muito próximos da gente quando tentamos nos deslocar pelas vias. É importante que as pessoas saibam que um deslize, por pequeno que seja, pode gerar sequelas irreversíveis e presentes para toda a vida", enfatizou Valdir Barros.
Para o secretário de Estado da Saúde, Christian Teixeira, a ação é de relevância para dar visibilidade ao serviço prestado pelo HGE e pelo Samu, que atua em parceria coma Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBM/AL). “Além de conscientizarmos a população sobre a importância de respeitar as leis de trânsito para evitar acidentes, cujas vítimas são levadas para o HGE, esta ação tem o propósito de aproximar a população dos profissionais que estão prontos para atuar, dia e noite, no tratamento e resgates que possam vir a acontecer em todo Estado”, salientou..
Somente no HGE, em 2016, 46.881 usuários deram entrada com algum tipo de trauma. Destes, 9.405 tiveram origem no trânsito, ou seja, 20% do total. A maior parte das vítimas estão na faixa etária de 5 a 44 anos, que incluem crianças, jovens e adultos, segundo dados fornecidos pelo Serviço de Informação da unidade hospitalar.
Há 12 anos de atuação no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a enfermeira Carla Melo informa que a maioria dos socorros envolvem atropelamentos e acidentes envolvendo motocicletas. "A população liga para o 192 e, a depender da gravidade e distancia do fato, enviamos o socorro necessário, terrestre ou aéreo. É um trabalho gratificante, pois a sensação de dever cumprido emociona quando conseguimos salvar a vida", relatou.
O superintendente estadual de Atenção à Saúde, Rogério Barboza, acrescentou que a Sesau está atenta à prevenção e ao atendimento de emergência, seja nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), HGE, Unidade de Emergência do Agreste e hospitais e ambulatórios 24 Horas.
"Nós estamos preparados para atender os usuários do Sistema Único de Saúde politraumatizados. O HGE é o hospital referência em traumas, com estrutura assistencial para realizar os devidos tratamentos. Porém é preciso alertar que as incapacitações podem ser combatidas com a prevenção do trauma, ou seja, evitando os acidentes de trânsito", pontuou o superintendente.
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