Vídeo: IML não libera corpos para sepultamento e causa revolta em familiares
Pessoas que procuraram liberar corpos no Instituto Médico Legal (IML) da cidade Arapiraca, no Agreste de Alagoas, ficaram revoltadas, na manhã desta segunda-feira (17), ao serem informadas que os corpos não seriam liberados porque faltava profissionais para realizar a necropsia.
Além do sofrimento em virtude da perda dos parentes, como filho, mãe, irmão entre outros corpos que estavam no IML, as pessoas sofriam com a incerteza acerca do prazo para velar o ente querido.
Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem do portal 7 Segundos, algumas pessoas, revoltadas, cobraram providências por parte do poder público, objetivando a solução do problema.
Diogo Bezerra, que reside em Sergipe e estava no aguardo da liberação do corpo de um amigo ao lado da esposa dele, afirmou que os responsáveis pelo local chegaram a incentivar as pessoas a procurar a justiça ou veículo de imprensa para reivindicar os direitos deles, mas mantiveram a afirmação de que a liberação dos corpos não seria permitida.
“É uma situação difícil. Temos aqui vários corpos que não podem ser liberados por conta da falta de auxiliar de necropsia para ajudar ao médico e fazer a liberação dos corpos. O próprio médico daqui me passou essa informação. A empresa que trabalha hoje no IML está proibida de fazer esse tipo de serviço”, ressaltou Marcos Chagas, um dos prejudicados por essa deficiência no serviço do IML.
“A gente quer tirar os corpos dos nossos familiares daí e fazer a despedida, que é o mínimo que os governantes poderiam fazer por nós. Eu gostaria muito que isso fosse propagado na imprensa para que seja realmente resolvido”, desabafa a tia da criança falecida e irmã da mulher também falecida no atropelamento de ontem, no povoado Pé Leve, no município de Arapiraca, Agreste de Alagoas.
A Perícia Oficial do Estado de Alagoas publicou uma nota de esclarecimento sobre o ocorrido:
NOTA DE ESCLARECIMENTO
A Perícia Oficial do Estado de Alagoas, por meio da Chefia do Instituto de Medicina Legal de Arapiraca, esclarece que a não liberação de corpos até o momento na referida unidade, se deve exclusivamente pela falta de técnicos forenses.
Que os peritos médicos legistas se encontram no IML, mas diante da falta dos técnicos forenses, os mesmos ficam impossibilitados de realizar os exames de necropsias.
Em relação à falta dos técnicos forenses, a Perícia Oficial, esclarece que pela escala publicada no Diário Oficial do Estado de Alagoas, no último dia 28 de junho, todos os dias estão preenchidos com a presença de um técnico forense para exercer suas atividades fins no IML de Arapiraca.
Que ao se negar a cumprir a referida escala, de 40 horas semanais, conforme prevê a Lei estadual nº 6595/2005, o servidor público esta cometendo uma infração administrativa.
Que diante dos fatos, o Perito Geral determinou a ida de um Técnico Forense da unidade de Maceió para o de Arapiraca, a fim de sanar o problema no dia de hoje.
Que ao ser informado oficialmente pela direção do IML de Arapiraca sobre os servidores faltosos, a Perícia Oficial abrirá processo administrativo que deverá ser apurado pela instância competente, a Corregedoria Geral da Secretaria de Segurança Pública.
Aarão José
Assessor de Comunicação
Perícia Oficial do Estado de Alagoas
Veja também
Últimas notícias
Obra emergencial interdita parcialmente a Av. Assis Chateaubriand
Caso Master: Toffoli diz que ‘jamais recebeu qualquer valor’ de Vorcaro
Polícia Civil investiga caso de mulher trans encontrada morta em Coqueiro Seco
Prefeitura divulga programação completa para o Girau Folia 2026
Governo pode acelerar debate sobre fim da escala 6x1 enquanto PEC avança na Câmara
Secretaria de Agricultura de Maragogi realiza abertura do Ano Rural com agricultores e lideranças da zona rural
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Luciano Barbosa irá assinar ordem de serviço para o início das obras na Avenida Pio XII
Prefeito Luciano garante pavimentação de mais dois bairros de Arapiraca
Vigia que ‘terceirizou’ próprio posto terá de ressarcir aos cofres públicos R$ 104 mil
