Ex-deputado federal é preso na 44ª fase da Lava Jato
Líder na Câmara dos governos dos petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, o político é acusado de receber R$500 mil em propina
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (17) duas fases da Operação Lava Jato – a 43ª e a 44ª – e cumpre mandados em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Santos. Um dos pedidos de prisão temporária expedidos pelo juiz Sergio Moro tem como alvo o ex-deputado federal Cândido Vaccarezza, que foi líder na Câmara dos governos dos ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
As operações foram denominadas Sem Fronteiras e Abate. Agentes cumpriram 46 ordens judiciais – seis prisões temporárias, 29 buscas e apreensões e onze conduções coercitivas. Os presos serão transferidos para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
A Sem Fronteiras (43ª fase) investiga a relação suspeita entre executivos da Petrobras e um grupo de armadores estrangeiros para obtenção de informações privilegiadas e favorecimentos em contratos milionários com empresas.
Já na Abate, a 44ª fase, responsável pela prisão de Vaccarezza, as investigações estão relacionadas a crimes de corrupção, desvio de verbas públicas e lavagem de ativos na contratação de grandes empresas pela Petrobras.
Sem identificar os alvos, a PF disse que a ação tem o objetivo de desarticular um grupo criminoso apadrinhado por um ex-deputado federal, cuja influência era usada para a obtenção de contratos da Petrobras com uma empresa estrangeira.
R$500 mil em propinas
Vaccarezza foi preso em São Paulo. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o ex-deputado recebeu cerca de 500 mil dólares em propinas para intermediar a contratação pela Petrobras da empresa norte-americana Sargeant Marine, que fazia o fornecimento de asfalto.
Os procuradores dizem que influência de Vaccarezza, em decorrência de seu cargo, culminou na celebração de doze contratos, entre 2010 e 2013, da estatal com a Sargeant Marine, no valor de aproximadamente 180 milhões de dólares. “As evidências indicam ainda que sua atuação ocorreu no contexto do esquema político-partidário que drenou a Petrobras, agindo em nome do Partido dos Trabalhadores (PT)”, disse o MPF em comunicado.
Vaccareza deixou de exercer a função legislativa ao não conseguir se reeleger em 2014. O político virou um crítico do PT depois que se desfiliou do partido, em 2016. Ele presidiu o diretório paulista do PTdoB e vinha declarando apoio ao presidente Michel Temer (PMDB) em entrevistas.
Veja também
Últimas notícias
Deputada Gabi Gonçalves realiza edição especial do Gabi Para Baixinhos no Vila Trampolim
Polícia Civil cumpre mandado de prisão por estupro e lesão corporal em Barra de Santo Antônio
Sine Jaraguá vai suspender atendimento ao público para mudança de prédio
PMAL e órgãos ambientais deflagram ações integradas para proteção do meio ambiente
Motorista de ônibus que saiu de Arapiraca foge após acidente com mortos em MG
Polícia apreende arma de fogo em Messias e recupera veículos roubados
Vídeos e noticias mais lidas
Cobranças abusivas de ambulantes em praias de AL geram denúncias e revolta da população
Corpo encontrado no Bosque das Arapiracas apresentava sinais de violência
Após bebedeira, dois homens se desentendem e trocam tiros em Traipu
Luciano Barbosa irá assinar ordem de serviço para o início das obras na Avenida Pio XII
