Consciência Negra: Arapiraca recebe exposição e série de atividades a partir desta terça (21)
Viemos todos do mesmo berço. Isto hoje é científica e historicamente provado. Foi da África que a Humanidade nasceu. Mas ainda sabemos tão pouco sobre estas nossas origens.
Pensando nisso, a Prefeitura de Arapiraca - município no Agreste de Alagoas - vai abrir as portas da Casa da Cultura para uma série de atividades durante a semana em alusão ao Dia da Consciência Negra, data reverenciada nessa segunda-feira (20).
Já nesta terça (21), a partir das 16h, haverá a abertura da exposição “Afro Ancestralidade no Cotidiano Arapiraquense”, que será instalada no rol da Casa e também dentro da Biblioteca Municipal Prof. Pedro de França Reis, com entrada franca ao público.
Esta mostra se dará através de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Cultura, Lazer e Juventude (SMCLJ), o Memorial da Mulher Ceci Cunha e a ONG Casa de Caridade.
Dentro da “Afro Ancestralidade no Cotidiano Arapiraquense”, estarão as exposições de fotografias de mulheres negras; de discos de cantores negros; de quadros do premiado filme “O Juremeiro de Xangô”; e de livros sobre a arte e a cultura negra.
“O papel social da Casa da Cultura é também este de espaço de igualdade, não sendo apenas um local de leitura, mas um ambiente de convivência, interação e discussão. E este assunto é de capital importância para que possamos debater e conhecer mais sobre nossas raízes históricas”, diz a diretora Leide Serafim, ressaltando a valorização da identidade negra.
Haverá ainda, no próximo dia 30 deste mês, a recepção na Casa da Cultura dos integrantes da 2ª Caminhada Contra o Racismo Religioso, que vem reivindicar o fim da violência contra os povos de terreiro, os capoeiristas, os grupos de música afro-brasileira e a intolerância de modo geral.
O percurso se iniciará às 15h no calçadão do Largo Dom Fernando Gomes, no Centro, nas proximidades da concatedral, com destino à Casa. No auditório do local, será realizada uma homenagem a 3 sacerdotisas da religião de matriz africana – mãe Luci de Iemanjá, mãe Guida de Ogum e mãe Rita de Oxum –, com a entrega do troféu Maria Pilar, esta que foi a primeira mãe-de-santo de Arapiraca.
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